DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA AOS JOGOS PARAPAN- AMERICANOS

UM OLHAR INTERSECCIONAL PARA AS TRAJETÓRIAS DE UMA ATLETA E UMA TÉCNICA NEGRAS DE PARABADMINTON

Autores

DOI:

https://doi.org/10.63595/rdsis.v27i2.19314

Resumo

Este estudo tem como objetivo descrever a trajetória de uma atleta e uma técnica de Parabadminton (ambas mulheres negras) desde o início do projeto de extensão “Escola de Esportes Adaptados e Paralímpicos” da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2019, até a classificação para os Jogos Parapan-Americanos de 2023, tratando-se de um relato de experiência. A análise descritiva foi apresentada em etapas correspondentes as principais ações que marcaram suas trajetórias. Conclui-se que projetos como este, mesmo com dificuldades, possibilitam capacitação profissional, além estimularem a inclusão de pessoas com deficiência através do esporte, ao conviverem com pessoas semelhantes à sua deficiência, na mesma classe funcional e também conhecerem a diversidade das possibilidades de corpos nos eventos entre diferentes classes e multimodalidades. Por fim, destacamos que as lentes da interseccionalidade possibilitaram acessar algumas pistas para compreender a complexidade que elas viveram.

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Biografia do Autor

Stéphanie do Prado Brasil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Luterana do Brasil(2019).

Aline Miranda Strapasson, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Educação Física (Licenciatura Plena) - Faculdades Reunidas de Administração Ciências Contábeis e Ciências Econômicas de Palmas - PR (1998); especialização em Treinamento Desportivo e Personal Training - Fundação de Ensino Superior de Rio Verde - GO (FESURV) (2003); especialização em Educação Psicomotora - Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu (2011); mestrado em Educação - Centro Universitário Diocesano do Sudoeste do Paraná - UNICS (2002); mestrado em Educação Física (Atividade Física Adaptação e Saúde) pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2005); doutorado em Educação Física (Atividade Física Adaptada) pela UNICAMP (2016) e Pós doutorado (2018) pela FEF/UNICAMP. Foi professora das seguintes Instituições de Ensino Superior (IES): Fundação de Ensino Superior de Rio Verde - GO (FESURV); Faculdade de Pato Branco - PR (FADEP); Universidade Paranaense Campus Toledo - PR (UNIPAR); Faculdade de Americana (FAM) e Coordenadora dos Projetos Extensão em Atividades Motoras Adaptadas das três primeiras referidas IES. Trabalhou com o ensino e treinamento de Para-Badminton (Badminton adaptado) para pessoas com deficiência na Associação Desportiva SANKALP (Campinas-SP). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Educação Física Adaptada e Esportes Adaptados, atuando principalmente nos seguintes temas: deficiência física, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiência auditiva, síndromes e transtornos mentais. Através do ?Programa de Seleção de Estudantes de Pós-graduação, Programa Santander de Mobilidade Internacional 2015, edital número 045/2015?, realizou intercâmbio na Universidade Joseph Fourier, em Grenoble, na França. Atualmente é professora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenadora do Projeto de Extensão "Escola de Esportes Adaptados e Paralímpicos" e vice coordenadora do Projeto DOWN-RI: Recreação Integrativa para pessoas com Síndrome de Down da ESEFID. 

Marília Martins Bandeira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora adjunta da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desde o segundo semestre de 2019. Foi professora adjunta da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), no campus avançado de Governador Valadares, desde o segundo semestre de 2016. No primeiro semestre do mesmo ano, foi professora colaboradora da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Defendeu o doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no início de 2016, com estágio de pesquisa na Universidade de Waikato/Nova Zelândia (2015). Em 2012, concluiu mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em 2007, cursou pós-graduação lato sensu em Comunicação Social pela Fundação Cásper Líbero. É bacharel (2006) e licenciada (2008) em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) com bolsa Cnpq de Iniciação Científica (2004-2005) derivada de sua participação no Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano (EEFE/USP). Atualmente é membro do Grupo de Estudos Socioculturais em Educação Física (GESEF/UFRGS), do Núcleo de Estudos Educação Física, Corpo e Sociedade (NECOS/UFJF-GV) e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas e Lazer (GEP3L/Unicamp). Interesses de pesquisa: estudos do lazer; antropologia do corpo; sociologia do esporte; metodologia da pesquisa qualitativa; práticas corporais e identidade, politica e interculturalidade.

Raquel da Silveira, UFRGS

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004), mestrado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008) e doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2016). Atualmente é docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: lazer, ciência, lutas.

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Publicado

05-01-2026

Como Citar

do Prado Brasil, S., Miranda Strapasson, A., Martins Bandeira, M., & da Silveira, R. (2026). DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA AOS JOGOS PARAPAN- AMERICANOS: UM OLHAR INTERSECCIONAL PARA AS TRAJETÓRIAS DE UMA ATLETA E UMA TÉCNICA NEGRAS DE PARABADMINTON. Revista Didática Sistêmica, 27(2), 96–115. https://doi.org/10.63595/rdsis.v27i2.19314

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo