Reflexões acerca da crise ambiental e a condição humana

Clenio Lago, Felipe Bueno Amaral, Camila Mühl

Resumo


A crise ambiental, que emerge em meados do século XX e se constrói temporalmente, pode alterar as significações intrínsecas dos indivíduos e representa para o mundo contemporâneo a grande expressão mal-estar civilizatório vivido a partir da possibilidade efetiva da destruição das condições à vida. Colocam-se em questão culturas, modos de vida. As tensões geradas por essa crise remetem esse homem para a complexa rede de relações que o significam e onde seu habitus é frequentemente questionado. Sob este contexto, o presente estudo objetiva refletir sobre o modo de vida ocidental, em sua expressão moderna, como forma de compreender a condição humana como temporalidade em sua íntima relação com o ambiente. Tal análise foi realizada a partir de uma revisão bibliográfica, no horizonte da Hermenêutica Filosófica, refletindo especialmente sobre a relação homem/natureza, público/privado como forma de evidenciar a condição humana. Frente às várias concepções, indicamos que o homem não é totalmente o humano, que não nasce humano e nem se torna humano ou se desenvolve num dever ser humano, mas encontra sua condição humana na pluralidade das existências, como modo de ser histórico. Isso implica dizer que não necessariamente esse humanar, que desponta no acontecer, se constitui em um avanço, senão que mostra a condição de ser humano como projeto inacabado que pode ser reorientado. E, é exatamente esta autopercepção do ser humano como inacabado o que lhe possibilita reavaliar e reorientar seu modo de ser.

Palavras-chave


Crise Ambiental; Condição Humana.

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Referências


"A superação desde modo de ser no mundo, de ser mundo é um processo lento que requer transformação em configuração e não apensa mudança de hábito. Requer, que em meio às experiências de finitude, no encontro conosco, nos transformemos em outros."(LAGO, AMARAL e MÜHL, p. 5).

"[...] à luz da Hermenêutica filosófica o privado, o íntimo, se demarca e redemarca na relação com o público e o público na relação com o privado, o subjetivo no intersubjetivo, o intersubjetivo no subjetivo, em um processo aberto que, em meio aos problemas enfrentados, tanto os valores que orientam a relação homem/natureza como a relação público/privado podem ser ressignificados". (LAGO, AMARAL e MÜHL, p. 9).

"O questionamento sobre a condição humana a partir da crise ambiental coloca em questão o sentido da existência humana, suas representações em sua relação com a natureza, colocando em jogo não somente seu modo de ser como a própria condição humana em vistas dos precedentes da crise ambiental." (LAGO, AMARAL e MÜHL, p. 13);




DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v30i1.3458

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