AS PEGADAS DA (AUTO)FORMAÇÃO: UM CAMINHO DE FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Cleiva Aguiar de Lima, Claudia da Silva Cousin, Maria do Carmo Galiazzi

Resumo


Apresentam-se resultados de uma experiência de orientação coletiva com pressuposto na (auto) formação na relação com o outro. O foco é o processo de formação de pesquisadores. Apresentam-se narrativas desde suas formações iniciais até o momento atual. Com isso encaminha-se a reorganização dos espaços de orientação institucionalizados de formação de pesquisadores. A certeza da necessária ampliação dos espaços de formação continuada e a possibilidade da contribuição dos grupos de orientação coletiva são alguns argumentos desta experiência. Os doutorandos, todos professores apostam no educar pela pesquisa (Demo, 1997), na escrita
recursiva como recurso de formação (Moraes e Galiazzi, 2007) e na narrativa como formação para si (Josso,
2002). Isso em sintonia com a Educação Ambiental nos permite fundamentar a necessidade do coletivo para
evidenciar a singularidade e a diversidade. Apresenta-se assim, a partir das narrativas de professores orientandos
e da sua orientadora, como a formação de cada um contribuiu e contribui para a constituição de um espaço
institucional que tem se transformado à luz das narrativas (auto)biográficas em um lugar de (trans)formação e
(eco)formação tendo a Educação Ambiental como eixo articulador. Nesse sentido, os envolvidos em cada
processo investigativo são autores de histórias (a própria, a do grupo de orientação, as dos espaços de formação
continuada de professores e o da pesquisa em Educação Ambiental) que, para eles próprios, poderiam estar
sendo desconsideradas como constitutivas de uma história mais ampla. O entendimento da constituição do indivíduo enquanto professor e pesquisador indica elementos ao desvelar um processo de formação específico (de especialistas/professores) e isso aponta alguns caminhos na organização de espaços de formação continuada.
E o resgate da história de formação de cada pesquisador, por meio de narrativas, remete para o entendimento da
importância de um dos princípios da EA que é a diversidade que não deve ser destoante, mas presente para
engendrar o todo fortalecido na soma das diferentes partes, princípio este que deve nortear as instâncias
escolares, perpassando pela formação continuada em Educação Ambiental. Conhecer esta história pode contribuir para pensar formas de pesquisar a formação de professores; isso se relaciona com o discurso em EA
da importância do conhecimento local e suas especificidades para contribuir para o conhecimento global;
encontra ressonância em processos de formação inicial de professores em rodas de formação em rede; inclui pensar em planejamentos narrativos da sala de aula como forma de registro em movimento da ação de professores.

Palavras-chave


Educar pela Pesquisa.;Pesquisa (Auto)biográfica; Redes.

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.3403

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