Manguezal vivo

um projeto de educação ambiental na escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.63595/remea.v42i2.19432

Palavras-chave:

projeto de intervenção, manguezais, comunidade, crianças, educação ambiental

Resumo

Este projeto de intervenção buscou aproximar a comunidade escolar da realidade dos manguezais, promovendo conhecimento social e ecológico. Os resultados demonstraram que a proposta contribuiu para o desenvolvimento do senso crítico e da consciência ambiental. Dentre as dificuldades encontradas, destacaram-se a limitação de tempo para aprofundar as ações e a complexidade de envolver outros membros da comunidade escolar, como pais e funcionários. Entre os impactos positivos, evidenciou-se o engajamento das crianças e a sensibilização coletiva quanto à importância dos manguezais, por meio de uma troca significativa de saberes entre os participantes. Os manguezais constituem um ecossistema costeiro essencial, atuando como sumidouros de carbono e capturando grandes quantidades de gases da atmosfera. No entanto, a ação humana tem gerado impactos negativos nesse bioma. O projeto teve como objetivo ampliar o conhecimento da comunidade escolar sobre os manguezais, destacando sua relevância para o equilíbrio ambiental e para a subsistência de famílias que dependem da pesca e da coleta de mariscos. A pesquisa qualitativa analisou a relação de pescadores e marisqueiras com os manguezais do Mojó, por meio de entrevistas, observações e registros fotográficos. As ações despertaram nos alunos maior consciência ecológica, com forte engajamento em atividades práticas e reflexões sobre a importância desse ecossistema para a comunidade local.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Keise Ayrla Assunção da Silva, Universidade Federal do Maranhão

Discente do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Ambiental e Justiça Climática no Nordeste (EaD).

Tito Matias-Ferreira Júnior, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Doutor em Literatura Comparada (UFRN), com estágio doutoral na Duke University/EUA (Bolsista
Fulbright). Pós-Doutor em Literatura pela Universidad de Buenos Aires (Bolsista IFRN). Docente
Permanente do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem/UFRN (PPgEL/UFRN).
Professor Efetivo do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Pesquisador do Grupo de Pesquisa Observatório da Diversidade (IFRN). 

Analete Souza Sales, Universidade Federal do Maranhão

Graduada em Pedagogia pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP).

Referências

ALBUQUERQUE, A.; FREITAS, E.; MOURA-FÉ, M. M.; BARBOSA, W. A proteção dos Ecossistemas de Manguezal pela Legislação ambiental Brasileira. Revista Geografia do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Niterói, v. 17, n. 33. 2015. Disponível em: http://www.uff.br/geographia/ojs/index.php/geographia/article/viewArticle. Acesso em 29 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2015.1733.a13700

BEZERRA, D. S.; BEZERRA, G. P.; COELHO, A. C. C.; LIMA, J. M.; PINTO, R. Q. Modelagem da resposta do Ecossistema Manguezal ao Avanço da Área Construída na Bacia do Rio Anil. São Luís, 2014.

BLOTTA, K; GUIMARÃES, l; BRAZ, E; MAGENTA, M.; RIBEIRO, R.; GIORDANO, F. Diagnóstico de manguezais periurbanos após 20 anos de impactos antrópicos. Research Society and Development, v. 10, n. 1, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.10657

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999. DISPÕE SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL, INSTITUI A POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO: SEÇÃO 1, BRASÍLIA, DF, 28 ABR. 1999.

DIAS, G. F. EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PRINCÍPIOS E PRÁTICAS. 12. ED. SÃO PAULO: GAIA, 2018.

HALPERN, B. S.; WALBRIDGE, S.; SELKOE, K. A.; KAPPEL, C. V.; MICHELI, F.; D’AGROSA, C.; BRUNO, J. F.; CASEY, K. S.; EBERT, C.; FOX, H. E.; FUJITA, R.; HEINEMANN, D.; LENIHAN, H. S.; MADIN, E. M. P.; PERRY, M. T.; SELIG, E. R.; SPALDING, M.; STENECK, R.; WATSON, R. A global map of human impact on marine ecosystems. Science, n. 319, 2008, p. 948-52. DOI: https://doi.org/10.1126/science.1149345

Hamilton, S. E., & CASEY, D. (2016). Creation of a high spatio-temporal resolution global database of continuous mangrove forest cover for the 21st century (CGMFC-21). Global Ecology and Biogeography, 25(6), p. 948-52, 729–738. Disponível em: https://doi.org/10.1111/GEB.12449. Acesso em: 05 mar. 2025 DOI: https://doi.org/10.1111/geb.12449

HAMILTON, S. E., & FRIESS, D. A. (2018). Global carbon stocks and potential emissions due to mangrove deforestation from 2000 to 2012. Nature Climate Change, 2018, 8:3, 8(3), p. 240– 244. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41558-018-0090-4. Acesso em: 05 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41558-018-0090-4

KJERFVE, B., PERILLO, G. M., GARDNER, L. R., RINE, J. M., DIAS, G. T. M. & MOCHEL, F. R. Morphodynamics of muddy environments along the Atlantic coasts of North and South America. In: Muddy Coasts of the World: Processes, Deposits and Functions.1 ed. Amesterdam. Elsevier Science. 2002. DOI: https://doi.org/10.1016/S1568-2692(02)80094-8

KRUG, L. A.; LEÃO, C.; AMARAL, S. Dinâmica espaço- temporal de manguezais no Complexo Estuarino de Paranaguá e relação entre decréscimo de áreas de manguezal e dados socioeconômicos da região urbana do município de Paranaguá – Paraná. Anais XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Florianópolis, Brasil, 21-26, INPE. p. 2753-2760. 2007. 12 mar. 2025.

KELLEWAY, J. J., CAVANAUGH, K., ROGERS, k., FELLER, I. C., ENS, E., DOUGHTY, C., & SAINTILAN. Review of the ecosystem service implications of mangrove encroachment into salt marshes. Global Change Biology, n. (2017), 23(10), p. 3967–3983. Disponível em: https://doi.org/10.1111/GCB.13727. Acesso em: 28 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1111/gcb.13727

LOUREIRO, l. l. (2012). Educação ambiental crítica: Um caminho para a transformação socioambiental. Rio de Janeiro: FGV.

MAKNAMARA, M. (2025). Formação como subjetivação: docentes de ciências diante da cultura ecologista em espaços verdes urbanos. Sisyphus, 13(1), p. 176-196, 2025.

MINAYO, M. C. S. et al. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rev. Atual. Petrópolis: Vozes, 21. ed., 1994. P. 21-22.

REIGOTA, M. (1994). A educação ambiental e a construção do conhecimento ecológico. São Paulo: Editora Senac.

ROMAÑACH, S. S., DEANGELIS, D. L., KOH, H. L., LI, Y., TEH, S. Y., RAJA BARIZAN, R. S., & ZHAI, l. (2018). Conservation and restoration of mangroves: Global status, perspectives, and prognosis. In Ocean and Coastal Management (Vol. 154). Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2018.01.009. Acesso em: 28 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2018.01.009

SATO, Y. (2003). Educação ambiental e a interdisciplinaridade: O desafio da prática pedagógica. São Paulo: Editora Moderna.

WILSON, R. et al. Mapping changes in the largest continuous Amazonian mangrove belt using object-based classification of multisensor satellite imagery. Estuarine, Coastal and Shelf Science, v. 117, 2013, p. 83-93. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ecss.2012.10.005

YU, C., FENG, J., LIU, K., WANG, G., ZHU, Y., CHEN, H. & GUAN, D. (2020). Changes of ecosystem carbon stock following the plantation of exotic mangrove Sonneratia apetala in Qi’ao Island, China. Science of The Total Environment. 2020, (Vol. 717). Disponível em: https://doi.org/10.1016/J.SCITOTENV.2020.137142. Acesso em:28 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2020.137142

Downloads

Publicado

2025-08-15

Como Citar

Assunção da Silva, K. A., Matias-Ferreira Júnior, T., & Souza Sales, A. (2025). Manguezal vivo: um projeto de educação ambiental na escola. REMEA - Revista Eletrônica Do Mestrado Em Educação Ambiental, 42(2), 396–411. https://doi.org/10.63595/remea.v42i2.19432

Edição

Seção

Educação Ambiental e Justiça Climática no Nordeste - Relatos de Experiências