Educación Ambiental y Democracia:

Entre constituyencias políticas, florestanias y asambleas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.63595/remea.v42i3.19351

Palabras clave:

Educación Ambiental, Democracia, Poder Constituyente, Florestania, Asamblea

Resumen

Este artículo, escrito en clave ensayística, pretende acercar al campo múltiple de la educación ambiental un debate conceptual en torno a la noción de democracia, especialmente en sus perspectivas más radicales, concebida por el filósofo italiano Antonio Negri como poder constituyente. Está estructurado en tres partes, además de la introducción y las consideraciones finales: la primera aborda la noción de democracia radical, como poder y práctica política de múltiples multitudes; la segunda sección debate los poderes constituyentes – o constituyencias– y el poder constituyente, como ejercicio democrático de construcción de otras formas de existencia humana, y de lucha contra su cristalización y oblitaración por el Estado-capital; y finalmente, presenta las nociones de florestania y de asamblea como posibilidades para elaborar las educaciones ambientales como prácticas potencialmente constituyentes, de rechazo a la domesticación y al borrado por parte del poder constituido.

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Biografía del autor/a

Rodrigo Barchi, Universidade de Sorocaba

Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba (PPGE-UNISO), onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Democracia, Ecologias e Cotidianos Escolares (GEDECE). Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e Pós-Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da Universidade Federal do Rio Grande (PPGEC-FURG).

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Publicado

2025-12-19

Cómo citar

Barchi, R. (2025). Educación Ambiental y Democracia:: Entre constituyencias políticas, florestanias y asambleas. REMEA - Revista Eletrônica Do Mestrado Em Educação Ambiental, 42(3), 22–44. https://doi.org/10.63595/remea.v42i3.19351