Derivas da ecogovernamentalidade: cartografando contradispositivos espácio-temporais e máquinas estéticas

Adalberto Ferdnando Inocêncio

Resumo


Concebendo a internet como tecnologia de época, buscaram-se materialidades discursivas que pudessem ser entendidos como estéticas da existência, no que diz respeito às relações que se empreende com o meio ambiente no tempo presente. O objetivo central foi o de colocar em evidência quais tecnologias estão em jogo na experimentação de práticas de liberdade. Adotou-se a cartografia como pistas de um método que responde por processos e, no recorte analítico considerado, são discutidos os contradispositivos espácio-temporais e as máquinas estéticas, reconhecidas na materialidade discursiva presente nas obras dos artistas brasileiros Roberta Carvalho e Eduardo Srur. Lidas como territórios existenciais, as obras se constituem por narrativas que escapam de ecologias policialescas e normativas incitadas pela ecogovernamentalidade.

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DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v0i0.11168

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