A disciplina de Língua Brasileira de Sinais nos cursos de pedagogia:

uma análise do perfil nas universidades do estado de São Paulo

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.63595/momento.v35i1.20869

Résumé

o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil das disciplinas de Língua Brasileira de Sinais- Libras, ofertadas nos cursos de Pedagogia de quatro universidades do estado de São Paulo: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para tanto, realizou-se uma pesquisa documental por meio da análise dos planos de ensino, matrizes curriculares e projetos políticos pedagógicos. Foram realizadas as análises das categorias: modalidade de ensino; carga horária das disciplinas de Libras; objetivos propostos; conteúdos teóricos e práticos; metodologias dos documentos analisados. Os resultados apontaram que predomina a modalidade presencial, cujo objetivo é contribuir para o aprimoramento da formação dos professores; os conteúdos teóricos perpassam pela história da educação de surdos, diferentes abordagens educacionais, aspectos clínicos da surdez e gramática da Libras; quanto à prática da Libras, verificou-se que os conteúdos abordados envolvem a exploração do alfabeto manual, relações temporais, alguns verbos e expressões não-manuais; e a carga horária das disciplinas foi variada, de 30 a 90 horas, e em alguns casos apresentou-se como insuficiente para o aprofundamento e aprendizagem de uma língua gestual-visual. No que tange às metodologias, as disciplinas atendem de forma elementar, pois não possibilitam um amplo conhecimento de questões teóricas e históricas da surdez e prática fluente da língua. Conclui-se que é necessária uma regulamentação para essa disciplina a fim de normatizá-la e de trazer orientações que definam seu perfil de modo a promover um ensino de qualidade no curso de Pedagogia.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Viviane Rodrigues , Unesp

Docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Filosofia e Ciências, Marília. Doutora em Educação Especial. Grupo de Pesquisa “Deficiências Físicas e Sensoriais”. http://lattes.cnpq.br/1649678404661631. https://orcid.org/0000-0002-9351-5454. E-mail: viviane.rodrigues1@unesp.br

Adriana do Carmo Bellotti , UNESP

Docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquara. Doutora em Educação Escolar e pós-graduada em Tradução e Interpretação de Libras/Português. Grupo de Estudos e Pesquisas no Ensino Básico e Educação Especial - GEPEB-EDESP”. http://lattes.cnpq.br/0405520985935681. https://orcid.org/0000-0003-2132-0006

Références

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 261-306.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2010.

BERGER, Peter Ludwing; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.

BRASIL. Declaração de Salamanca e Linha de Ação Sobre Necessidades Educativas Especiais. Brasília, DF: CORDE, 1994.

BRASIL. Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais -Libras e dá outras providências. Brasília, DF, 2005.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996.

BRASIL. Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Brasília, DF, 2002.

BRASIL. Lei n. 14.191, de 03 de agosto de 2021. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 04 de ago. de 2021.

COSTA, Juliana Pellegrinelli Barbosa. A educação do surdo ontem e hoje: posição sujeito e identidade. Campinas, SP. Mercado de Letras, 2010.

FERNANDES, Eulália. Linguagem e surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003.

FERNANDES, Eulália. Teorias de aquisição da linguagem. In: GOLDFELD, Marcia. (org.). Fundamentos de Fonoaudiologia: linguagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998, p.1-13.

GESSER, Audrei. LIBRAS? que língua é essa?: Crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009.

GRANEMANN, Jussara Linhares. Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS como L1 para estudantes surdos nos anos iniciais do ensino fundamental. Revelli, v.9 n.2. p. 270-282. Junho/2017.

IACHINSKI, Luci Teixeira et al. A inclusão da disciplina de Libras nos cursos de licenciatura: visão do futuro docente. Audiology Communication Research, 24, e 2070, 2019.

LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de. Ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para surdos. In: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de; SANTOS, Lara Ferreira. Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos. São Paulo: EdUFSCar, 2013, p. 165-183.

LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de. Intérprete de Libras em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Editora Mediação, 2009.

LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de; LODI, Ana Claudia Balieiro. A inclusão escolar bilíngue de alunos surdos: princípios, breve histórico e perspectivas. In: Uma escola duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. Porto Alegre: Mediação, 2009.

LODI, Ana Cláudia Balieiro et al. Letramento, bilinguismo e educação de surdos. Porto Alegre: Mediação, 2012, p. 49-69.

LODI, Ana Cláudia Balieiro; LUCIANO, Rosana de Toledo. Desenvolvimento da linguagem de crianças surdas em língua brasileira de sinais. In: LODI, Ana Cláudia Balieiro; LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de. (orgs.). Uma escola, duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2009. p. 33-50.

MALTONI, Naira Biagini; TORRES, Júlio Cesar; SANTOS, Thalita Alves. Libras como componente curricular obrigatório: um olhar para os cursos de licenciatura em química das três universidades estaduais paulistas. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 25, n. esp.4, p. 2004-2017, 2021. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/15936. Acesso em: 25 jan. 2024.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

MARTINS, Vanessa Regina de Oliveira. Análise das vantagens e desvantagens da Libras como disciplina curricular no ensino superior. Cadernos do CEOM, ano 21, n. 28, p. 191-206, 2008. Disponível em: https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/rcc/article/view/161. Acesso em: 22 mar. 2024.

QUADROS, Ronice Müller de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

SACKS, Oliver. Vendo vozes - uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro, Imago, 1990.

SANTOS, Angela Nediane; KLEIN, Madalena. Disciplina de libras: o que as pesquisas acadêmicas dizem sobre a sua inserção no ensino superior? Revista Reflexão e Ação, v. 23, n. 3, p. 9-29, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.17058/rea.v23i3.6147. Acesso em: Acesso em: 22 jan. 2024.

SANTOS, Lara Ferreira dos. et al. Desafios tecnológicos para o ensino de libras na educação a distância. Comunicações, ano 22, n. 3, p. 203-219, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.15600/2238-121X/comunicacoes.v22n3p203-219. Acesso em: 22 jan. 2024.

SANTOS, Lara Ferreira; CAMPOS, Mariana de Lima Isaac Leandro. O ensino de libras para futuros professores da educação básica. In: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de. Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução a libras e a educação de surdo. São Carlos: Edufscar, 2013. p. 237-250.

SAVIANI, Dermeval. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação, v. 14, n. 40, p. 143-155, jan./abr. 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-24782009000100012. Acesso em: 22 jan. 2024.

SELL, Fabíola Ferreira Sucupira.; NEVES, Bruna Crescêncio. Desafios metodológicos para o desenvolvimento da disciplina de Libras no curso de pedagogia na modalidade a distância da Universidade do Estado de Santa Catarina. Em Rede: Revista de Educação a Distância, v. 2, n. 1, p.51- 63, 2015. Disponível em: https://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/36/39. Acesso em: 22 jan. 2024.

UNESP. Cursos de graduação da Unesp oferecem disciplina de Libras, 2013. Disponível em: https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/11787/cursos-de-graduacao-da-unesp-oferecem-a-disciplina-libras/. Acesso em: 22 jan. 2024.

VITALIANO, Celia Regina; DALL’ACQUA, Maria Júlia Canazza; BROCHADO, Sônia Maria Dechandt. A disciplina Língua Brasileira de Sinais nos currículos dos cursos de Pedagogia. Boletim Técnico do Senac, v. 39, n. 2, p.106-121, 2013. Disponível em: https://www.bts.senac.br/bts/article/view/35. Acesso em: 20 mar. 2024.

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

ZYCH, Anísia Costa. Os aportes da educação de surdos decorrentes do Decreto federal n. 5.626/05. Anacleta, v. 9, n. 2, p. 113-125, 2008. Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/analecta/article/view/1738/0. Acesso em: 23 jan. 2024.

Téléchargements

Publié-e

2026-03-27

Comment citer

Rodrigues , V., & do Carmo Bellotti , A. (2026). A disciplina de Língua Brasileira de Sinais nos cursos de pedagogia:: uma análise do perfil nas universidades do estado de São Paulo. Momento - Diálogos Em Educação, 35(1). https://doi.org/10.63595/momento.v35i1.20869