Patriarcalismo, violência, religião e ocupação do espaço público pela comunidade LGBTQIA+
Da Casa à Rua
DOI:
https://doi.org/10.63595/reis.v8i1.17891Palabras clave:
Patriarcalismo. Violência. Comunidade LGBTQIA+ Reconhecimento. A casa e a rua.Resumen
O presente trabalho discute o patriarcalismo, a violência contra mulheres e a comunidade LGBTQIA+, além dos valores morais religiosos que moldaram historicamente a sociedade brasileira. Também explora a ocupação do espaço público pela comunidade LGBTQIA+, desde o ambiente doméstico até o espaço público, com base nas teorias de Axel Honneth, sobre o reconhecimento social, e de Roberto DaMatta sobre a relação entre o espaço da casa e da rua. O objetivo é estabelecer a ligação entre a violência contra mulheres e a comunidade LGBTQIA+, em especial contra pessoas transexuais, no contexto brasileiro. Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo, de revisão da literatura, complementada por pesquisa bibliográfica, análise de vídeos, de filmes, notícias veiculadas pela mídia, documentários e discussões dentro de um grupo de pesquisa vinculado ao CNPQ, intitulado “Danos Colaterais do Universal Heterossexual”, do qual os autores fazem parte. A questão central do estudo é como o patriarcalismo e a violência, muitas vezes legitimados por discursos religiosos, influenciam a ocupação do espaço público pela comunidade LGBTQIA+ e como essa ocupação transforma as dinâmicas sociais e culturais. O trabalho busca compreender como a presença da comunidade LGBTQIA+ no espaço público desafia e modifica normas tradicionais e quais são as implicações para a luta por direitos e reconhecimento social. Conclui-se que práticas como a Parada do Orgulho LGBTQIA+ desencadeiam desafios que reconfiguram normas sociais e culturais no contexto conservador da sociedade brasileira, em busca de reconhecimento social.
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