Direito e Brejo dos Crioulos
movimentos da luta pela regularização das terras quilombolas no norte de Minas Gerais
DOI :
https://doi.org/10.63595/reis.v9i1.18659Mots-clés :
Poder Público. Regularização das Terras. Comunidades Quilombolas. Quilombo Brejo dos Crioulos. Norte de Minas.Résumé
A regularização das terras quilombolas envolve discussão na dimensão cultural, histórica e jurídico. Pensar como a legislação atual assegura o direito à propriedade dessas comunidades, em específico o processo de titulação das terras do Brejo dos Crioulos, localizado entre os municípios de Varzelândia, São João da Ponte e Verdelândia, norte de Minas Gerais, faz-se necessário. A pesquisa objetivou verificar procedimentos para a identificação, reconhecimento, delimitação, desinstrução, titulação e registro das terras ocupadas pelos remanescentes de quilombos. A comunidade, juntamente com o engajamento dos movimentos sociais, universidades e poder público lutam pela titulação do seu território. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, análise de documentos e jurisprudência, configurando como uma pesquisa quantitativa. Essa reflexão possibilitou compreender o direito de regulamentação e titulação desse território através de resoluções equilibradas e harmônicas.
Références
AGUIAR, Cynara Silde Mesquita Veloso de Aguiar. Coronelismo em São João da Ponte: 1946-1996. Montes Claros: Unimontes. 2002.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 1988.
BRASIL. Decreto nº 4.88777 de 2003. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2003.
BRASIL. Decreto nº 5.051/2004. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2004.
CARTA CAPITAL. Sociedades quilombolas. Disponível em: https:cartacapital.com.br/sociedade/os.quilombos. Acesso em: 08 abr. 2018.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
COSTA, João Batista de Almeida. Agreste e Brejo dos Crioulos: situações desiguais no território negro da Jahyba. Reunião Brasileira de Antropologia (26), Porto Seguro, BA, 1 e 4 jun. 2008. Disponível em: http://www.abant.org.br/conteudo/ANAIS/CD_Virtual_26_RBA/grupos_de_trabalho/trabalhos/GT%2002/joao%20batista%20de%20almeida%20costa.pdf. Acesso em: 5 set. 2024.
COSTA, João Batista de Almeida. Tambores da afirmação: negritude e resistência no batuque dos negros do Norte de Minas. ÁLTERA REVISTA DE ANTROPOLOGIA , v. 2, p. 123-147, 2017.
COSTA, João Batista de Almeida. Norte de Minas: cultura catrumana, suas gentes, razão liminar. Montes Claros, MG: Unimontes, 2021
FARIAS, Sandra Martins. Quilombo Brejo dos Crioulos. Belo Horizonte: FAFICH, 2016.
FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Direito civil: teoria geral. 6 ed. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Dados Brejo dos Crioulos. 2022. Disponível em: Apendice_publicacao_.. - ftp do IBGE. Acesso em: 20 nov. 2024.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Brejo dos Crioulos. 2016. Disponível em: <http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:8gIlCiDc9kcJ:incra.gov.br/sites/default/files/brejo_dos_crioulos-mg_26-10-16_miolo.pdf+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 27 abr. 2024.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Instrução Normativa INCRA nº1666/2004. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2004.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Instrução Normativa INCRA nº 20/2005. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2005.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Instrução Normativa INCRA nº 49/2008. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2008.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA. Instrução Normativa INCRA nº57/2009. Brasília, DF: Senado Federal Centro Gráfico, 2009.
LITTLE, P. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil. Anuário Antropológico 2002-2003. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 2003.
MOURTHÉ, Pedro Henrique de Araújo. Notas etnográficas sobre Brejo dos Crioulos: os documentos, as retomadas, e a luta pelo território. In: Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (V), Porto Alegre, maio de 2015. Disponível em: https://ocs.ige.unicamp.br/ojs/react/article/view/1353/705. Acesso em: 11 set. 2017.
PEREIRA, Laurindo Mékie. A cidade do favor:MontesClaros em Meados do Século XX. Montes Claros: Ed. Unimontes, 2002.
RIBEIRO, Aurindo José. Brejo dos Crioulos: efetivação e reconhecimento de Direitos a partir do que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. FAS@JUS - e-Revista da Faculdade de Direito Santo Agostinho, v. 5, n. 2/2015.Disponível em: ttp://revistas.santoagostinho.edu.br/index.php/Direito/article/download/200/19. Acesso em: 20 set. 2024.
SANTOS, Elizete Ignácio. Terras de Quilombos. São Paulo, 2016.
SILVA, Vanessa Martina. Redação Brasil de fato. 2006. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2018/02/08/STF-decide-que-decreto-de-lula-regulamenta.terras-quilombola-e-constitucional/. Acesso em: 27 abr. 2024.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Filomena Luciene Cordeiro Reis, Jamyla Pereira dos Santos, João Olímpio Soares dos Reis 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
Os trabalhos publicados pela REIS – Revista Eletrônica Interações Sociais permanecem sob responsabilidade de seus autores, que concedem à revista o direito de primeira publicação.
Os conteúdos publicados estão licenciados sob a licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International (CC BY-NC-ND 4.0), permitindo o compartilhamento do material para fins não comerciais, desde que seja realizada a devida atribuição de autoria e não sejam efetuadas modificações na obra.
Creative Commons CC BY-NC-ND 4.0
Os autores declaram que os trabalhos submetidos à revista são originais, não estão sendo avaliados simultaneamente por outro periódico e não foram publicados integralmente em outra publicação científica. Os autores assumem integral responsabilidade pelo conteúdo dos trabalhos publicados, incluindo eventuais questões relacionadas à autoria, uso de imagens, dados, citações e demais materiais utilizados nos manuscritos. Os artigos publicados pela REIS são disponibilizados gratuitamente para fins educacionais, acadêmicos e de pesquisa, sem finalidade comercial.
A REIS observa a legislação brasileira de direitos autorais, especialmente a Lei nº 9.610/1998, bem como os acordos e tratados internacionais vigentes relativos à proteção da propriedade intelectual e dos direitos autorais.