Construindo Memórias de Outros Lugares:
Heterotopia trans ou fábrica de travestis na ocupação TRANSmoras na Unicamp
DOI :
https://doi.org/10.63595/reis.v8i1.17890Mots-clés :
Heterotopia, Ocupações trans, Inclusão universitária, Transfeminismo, Transmutação TêxtilRésumé
O artigo aborda desdobramentos de ocupações artísticas trans, focando no Ateliê TRANSmoras (ATM). O objetivo é explorar como esse espaço, criado por artistas trans, funciona como uma heterotopia, desafiando normas de gênero e criando formas de existência e produção cultural. O ATM surgiu em 2013 na Moradia Estudantil da Unicamp, inicialmente como uma ocupação popular, funcionando como espaço de acolhimento e moradia para pessoas trans e marginalizadas. Com o tempo, transformou-se em um coletivo artístico, promovendo a produção cultural e a geração de renda para suas integrantes. O artigo utiliza a teoria das heterotopias de Michel Foucault e faz uma síntese da história do Movimento de Travestis e Transexuais, traçando paralelos com a própria história do ATM. O coletivo enfrentou desafios institucionais, especialmente durante a pandemia, mas conseguiu estabelecer um diálogo com a Unicamp, promovendo contranarrativas e ganhando reconhecimento pelo impacto de seu trabalho. Hoje, o ATM colabora com a universidade em projetos de direitos humanos, pesquisa, extensão e permanência para pessoas trans.
Références
AMORIM, Frederico Levi. Gestos Performativos como atos de resistência: corpas-monstro na cena contemporânea. Universidade Federal de Ouro Preto, 2019.
COACCI, Thiago. Conhecimento precário e conhecimento contra-público: a coprodução dos conhecimentos e dos movimentos sociais de pessoas trans no Brasil. Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofa e Ciências Humanas, 2018.
CONJUR. STF autoriza pessoa trans a mudar nome mesmo sem cirurgia ou decisão judicial. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2018-mar-01/stf-autoriza-trans-mudar-nome-cirurgia-ou-decisao-judicial/. Acesso em 03 de ago. de 2024.
EPAMINONDAS, Natalia. JUNIOR, Paulo de Oliveira Rodrigues. Notas para queerizar os estudos sobre modas não binárias. REAMD, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 01-20, jun, 2023. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/ensinarmode/article/view/23546. Acesso em: 28 de jul. de 2024. DOI: https://doi.org/10.5965/25944630722023e3546
FABBRINI, Ricardo Nascimento. A arte depois das vanguardas: utopia e heterotopia com Ricardo Nascimento Fabbrini. Sesc São Paulo, 2017. Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=mIqKM6LMF5k. Acesso em 3 de ago. de 2024.
FOUCAULT, Michel. O Corpo utópico, as Heterotopias. São Paulo, N-1 edições, 2013.
FOUCAULT, Michel. Outros Espaços. Em: Ética, sexualidade e política. Rio de Janeiro, Forense universitária, p. 411-422, 1984.
GLISSANT, Edouard. Introdução a uma poética da diversidade. Juiz de Fora, Editora UFJF, 2005.
HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021.
HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Campinas, Cadernos Pagu, 1995.
KENNEDY, Rafaela. RIBEIRO, Bruno Nzinga. Alegria negra é guerreira: o dia que a Unicamp aprovou as cotas. São Paulo, Cadernos de Campo (USP), vol. 31, n. 2, p.1-15, 2022. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/203641. Acesso em 30 de jul. de 2024. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v31i2pe203641
PASSOS, Maria Clara Araújo dos. Pedagogias da travestilidade. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2022.
PUDOR, Atentado Violento ao. Gilson Goulard e Keila Simpson. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=idrUxKJ5IzI&t=1445s. Acesso em: 04 de ago. de 2024.
SANTOS, Raquel da Silva. Cartilha nacional de serviços públicos de saúde para a pessoa trans: rede de serviços ambulatoriais e hospitalares especializados. Itabuna, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), 2021.
STENGERS, Isabelle. 'Outra Ciência é possível!' Um apelo à Slow Science. Cadernos do Ateliê. Vol.1, n.5, fascículo 1, 2019.
VERGUEIRO, Viviane. Por inflexões decoloniais de corpos e identidades de gênero inconformes: uma análise autoetnográfica da cisgeneridade como normatividade. Salvador, 2015.
WALSH, Catherine. ¿Qué conocimiento(s)? Reflexiones sobre las políticas del conocimiento, el campo académico y el movimiento indígena ecuatoriano. Revista del Centro Andino de Estudios Internacionales, 2001.
VALENÇA, Jurandir. Vicenta Perrotta: Ativismo, moda e autonomia ‘trans’. Revista Continente, 2021. Disponível em: https://revistacontinente.com.br/edicoes/247/vicenta-perrotta--ativismo--moda-e-autonomia-rtransr. Acesso em: 03 de ago. de 2024.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
Os trabalhos publicados pela REIS – Revista Eletrônica Interações Sociais permanecem sob responsabilidade de seus autores, que concedem à revista o direito de primeira publicação.
Os conteúdos publicados estão licenciados sob a licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International (CC BY-NC-ND 4.0), permitindo o compartilhamento do material para fins não comerciais, desde que seja realizada a devida atribuição de autoria e não sejam efetuadas modificações na obra.
Creative Commons CC BY-NC-ND 4.0
Os autores declaram que os trabalhos submetidos à revista são originais, não estão sendo avaliados simultaneamente por outro periódico e não foram publicados integralmente em outra publicação científica. Os autores assumem integral responsabilidade pelo conteúdo dos trabalhos publicados, incluindo eventuais questões relacionadas à autoria, uso de imagens, dados, citações e demais materiais utilizados nos manuscritos. Os artigos publicados pela REIS são disponibilizados gratuitamente para fins educacionais, acadêmicos e de pesquisa, sem finalidade comercial.
A REIS observa a legislação brasileira de direitos autorais, especialmente a Lei nº 9.610/1998, bem como os acordos e tratados internacionais vigentes relativos à proteção da propriedade intelectual e dos direitos autorais.