Corpos, sobrevivências e o (des)enraizamento da colonialidade no contexto do novo coronavírus (SARS-CoV-2)

Bodies, sur-vivals and the (des) rooting of coloniality in the context of the new coronavirus (SARS-CoV-2)

Autores

  • Hélen Rejane Silva Maciel Diogo Universidade Federal do Rio Grande

Resumo

A pandemia do novo coronavírus tem contribuído para um alargamento das injustiças sociais e econômicas. No Brasil, dada a diversidade cultural e geográfica, inevitavelmente, nem todos os indivíduos terão suas vidas protegidas. Além disso, o vírus acarreta insegurança e temor perante o binômio vida-morte. Apresenta-se como um patógeno de tamanha imprevisibilidade e capacidade devastadora que consegue, ainda assim, ser mais agressivo quando se trata de corpos marginalizados e impedidos do acesso a bens econômicos e de serviços. Em que pese, o coronavírus apresente um alto poder de agressão, o vírus não atua apenas no campo biológico, mas também tem (des)enraizado a colonialidade. O ensaio parte de um local de inquietações que eu, mulher negra, faço da leitura das sobrevivências dos corpos que podem usufruir dos protocolos de cuidados em tempos de enfrentamento da pandemia pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a partir da análise e problematização das categorias raça e colonialidade.

Biografia do Autor

Hélen Rejane Silva Maciel Diogo, Universidade Federal do Rio Grande

Servidora Pública Federal, Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Especialista em Enfermagem do Trabalho pela UNINTER (UNINTER-Curitiba) e Acadêmica do Curso de Direito na Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

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Publicado

2021-02-26