A condição do negro na transição do modelo escravista para a sociedade de classes no Brasil

The condition of the Black with a transition from the slave model to the class society in Brazil

Autores

Palavras-chave:

Questões Raciais. Negro. Raça. Classe

Resumo

O presente artigo tem como objetivo tecer uma pequena contribuição para a compreensão acerca das questões raciais no Brasil. A abordagem parte do dilema instaurado com a Abolição da Escravidão no Brasil (1888) que, embora represente um processo histórico de fundamental importância, o mesmo foi acompanhado por um abandono do negro na sociedade de classes, pelo Estado brasileiro. Para alguns autores, esse acontecimento somente teria alterado as formas de subjugamento das comunidades negras pela elite brasileira, impedimento a sua inserção na sociedade fundamentada no trabalho assalariado. Por sua vez, esse processo foi facilitado em razão do uso dos diferentes meios de desorganização familiar dessas comunidades, ao longo de todo período escravista. Consequentemente, os diferentes mecanismos de negativação, perpetrados pelas falsas teorias, pela literatura e pela divulgação dessa imagem através da publicidade, sustentaram a imagem negativa do negro. Somado a isso, o apreço conveniente pela miscigenação “benevolente”, por parte dos setores dominantes, inaugurou um tipo de sub-racismo entre os mestiços, os quais negavam sua ascendência visando ampliar suas chances de inclusão nessa sociedade recém-inaugurada. O artigo conta, como método, a revisão bibliográfica, a reflexão dos temas propostos e a análise comparada, como forma de melhor compreender e contribuir com o debate envolvendo as questões raciais no Brasil.

Biografia do Autor

Marcelino de Carvalho Santana, Universidade Estadual de Goiás

Historiador e economista. Mestre em Território e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER) pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Poliene Soares dos Santos Bicalho , Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Pós-Doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), Professora do Programa de Pós-Graduação em Território e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER) da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

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Publicado

2021-02-26