Tapuios bravios et caboclos d'arcs et de flèches
Une analyse de la présence indigène au Piauí basée sur A Balaiada, de Clodoaldo Freitas
DOI :
https://doi.org/10.63595/reis.v9i1.18960Résumé
O período regencial foi um momento crucial para refletirmos sobre a resistência e o protagonismo indígena. A Balaiada do Piauí incluía indígenas que atuavam como soldados armados chamados caboclos, líderes militares, tapuios balaios e escravos. Os soldados armados, muitas vezes recrutados à força, contrastavam com os Balaio Tapuios que se aliaram aos insurgentes. A presença de crianças indígenas escravizadas revela a complexidade das relações de poder e resistência. Esta análise baseia-se no manuscrito A Balaiada de Clodoaldo Freitas (1894) e no periódico O Telégrafo (PI) de 1839 a 1841, que mencionam os diferentes povos indígenas, suas ações, reações e contribuições para a revolta ocorrida no período regencial, a Balaiada. No Piauí, o discurso de extermínio indígena foi reproduzido, mas, ao contrário, encontramos indígenas ativamente envolvidos em levantes e conflitos armados, empreendendo múltiplas formas de resistência, com autonomia e articulação política combativa.
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