Pautando a memória nacional: o jornal Folha de São Paulo na cobertura dos 50 anos do golpe de 1964 no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.63595/rbhcs.v17i35.19009Palabras clave:
Folha de São Paulo, Golpe de 1964, revisionismo histórico, memóriaResumen
Na semana do dia 23 de março a 1º de abril de 2014 o jornal Folha de São Paulo, pertencente ao Grupo empresarial Folha da Manhã, jornal de maior circulação do país, noticiou os 50 anos do golpe civil militar que derrubou o ex-presidente João Goulart em 1964. Os editores da Folha de São Paulo pautaram uma cobertura especial que se propunha pluralista: uma série de reportagens, debates, entrevistas, depoimentos pessoais, opinião de articulistas e colunistas do jornal, charges, quadrinhos, sites multimídia e uma pesquisa de opinião. O jornal que colaborou ativamente com a ditadura, mas consagrou-se como o “jornal das Diretas”, relativizou o golpe e a ditadura civil militar de 1964 também na cobertura dos 50 anos do golpe de 64, afirmando a ideia de polarização e de que os dois lados eram antidemocráticos. A partir de referências teóricas como Antônio Gramsci e Noam Chomsky, analisamos o editorial e um conjunto de artigos e entrevistas escolhidos na ocasião dos 50 anos do golpe de 1964 que fortaleciam uma perspectiva revisionista, elaborando uma memória sobre o acontecimento passado, sugerindo comparações com o presente, em um momento em que a oposição procurava desgastar o governo de Dilma Rousseff, que tentaria sua reeleição em outubro daquele ano.
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