Questionando a Narrativa dos Museus da Escravatura

Az Vozes Africanas quebrarão os Silêncios Históricos

Autores

  • Alessandra Ficarra UniCal - Università degli Studi della Calabria

DOI:

https://doi.org/10.14295/rbhcs.v13i26.13268

Palavras-chave:

Descolonização, Escravatura, Museus comemorativos

Resumo

Os museus comemorativos têm a possibilidade de representar e reescrever a história. Apesar de qualquer museu ter o poder de tornar uma história visível e de estabelecer a sua interpretação, o tratamento de histórias globais dentro de um sistema orientado pelo Ocidente está sempre a prevalecer. Actualmente, movimentos de reconhecimento da identidade das minorias sociais e étnicas estão a florescer em todo o mundo: comunidades outrora marginalizadas e silenciadas apelam agora a uma análise mais profunda da construção da identidade, questionando e reescrevendo a sua história. Como estudo de caso do meu doutoramento, trouxe o Museu Internacional da Escravatura de Liverpool para Angola, a fim de adquirir uma leitura alternativa da exposição mais premiada do mundo, e dar voz a uma audiência até agora não ouvida. Visitantes de Angola – de cujas costas milhões de africanos escravizados foram enviados para as América – viraram finalmente a perspectiva interpretativa expressando as suas opiniões.

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Biografia do Autor

Alessandra Ficarra, UniCal - Università degli Studi della Calabria

Professora na Università degli Studi della Calabria (UniCal) 

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Publicado

2021-11-19

Como Citar

Ficarra, A. (2021). Questionando a Narrativa dos Museus da Escravatura: Az Vozes Africanas quebrarão os Silêncios Históricos. Revista Brasileira De História &Amp; Ciências Sociais, 13(26), 308–333. https://doi.org/10.14295/rbhcs.v13i26.13268