Os Acordos de Cidades-Irmãs na Agenda de Cooperação Internacional do Japão
DOI:
https://doi.org/10.63595/rcn.v7i3.20172Palabras clave:
paradiplomacia, política externa japonesa, cooperação internacional descentralizadaResumen
O objetivo geral deste trabalho é discutir as cidades-irmãs na agenda de cooperação internacional do Japão, buscando compreender em que medida o governo central estimula os municípios japoneses a firmarem acordos com atores subnacionais internacionais. Acordos de cidades-irmãs correspondem a arranjos entre cidades de diferentes países, que potencializam relações de cooperação, especialmente nas áreas brandas, como cultura, educação e comércio. Dados do Council of Local Authorities for International Relations, fundação vinculada ao governo do Japão que ampara os municípios japoneses que desejam se internacionalizar, apontam haver aproximadamente 1.809 acordos de cidades-irmãs de municípios japoneses com municípios estrangeiros, sendo 47 deles com o Brasil. Os dados também revelam um aumento no número desses acordos entre cidades japonesas com outras cidades internacionais, desde a década de 1990 até os anos recentes. A pesquisa de abordagem qualitativa, realizada por meio de fontes primárias e secundárias, com finalidade exploratória, contribui para a escassa literatura sobre cidades-irmãs, a partir do caso japonês, assim como responde ao seguinte questionamento: em que medida as cidades-irmãs são ferramentas de cooperação presentes agenda de política externa contemporânea do Japão? O estudo sugere que o Japão é um país que reconhece o modelo de cooperação internacional descentralizada das cidades-irmãs, delegando às próprias cidades as iniciativas e incentivos para tais acordos que contribuem para a presença do país no cenário internacional.
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