Romancear é rir: "Tanto faz", de Reinaldo Moraes, sob o signo do humor

Daniel Baz dos Santos

Resumo


Em Tanto faz, Reinaldo Moraes usa o humor como base para a organização narrativa. Tal estratégia se aproxima da teoria bakhtiniana, que vê o riso como fator constitutivo da romanesca. Dessa forma, beneficiando-se do uso consciente do distanciamento cômico, o autor cria uma espécie de narrador
cindido, essencialmente bivocal, cuja palavra transita em dois níveis discursivos diferenciados, fenômeno que permite lançar um olhar enviesado e crítico para os acontecimentos históricos que contextualizam a obra, assim como para suas estratégias de configuração formal e para a situação da literatura brasileira na década de 80.


Palavras-chave


Romance Brasileiro contemporâneo; Riso; Bakhtin; Carnavalização.

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Referências


BAKHTIN, Mikhail. Cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:

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