Reformas neoliberais no mundo do trabalho no pós-impeachment de 2016: atores, argumentos e alguns resultados
Palavras-chave:
reforma trabalhista, mudanças nas relações de trabalho, precarização, informalização, sindicatos.Resumo
As reformas neoliberais implementadas no Brasil, especialmente após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, reconfiguraram o mundo do trabalho e o sindicalismo de trabalhadores. A Reforma Trabalhista, aprovada em 2017 sob o governo Temer, gerou fortes debates e disputas no país: de um lado defendia-se a necessidade de adequar as leis trabalhistas ao capitalismo contemporâneo, desburocratizar as regras para a geração de empregos, num momento em que as taxas de desemprego estavam altas. De outro lado, se apontava o caráter precarizador da Reforma, que atacava direitos e enfraquecia o poder de negociação dos trabalhadores. O presente texto, embasado em levantamento de publicações da mídia sobre o tema e dados secundários, busca analisar quais foram os principais atores da Reforma Trabalhista (defensores e contrários), os principais argumentos utilizados, além de avaliar o prometido e o efetivamente entregue, no que se refere, especialmente, à geração de empregos.
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