Reformas neoliberais no mundo do trabalho no pós-impeachment de 2016: atores, argumentos e alguns resultados

Autores

  • Everton Lazzaretti Picolotto Universidade Federal de Santa Maria - UFSM https://orcid.org/0000-0003-4199-5553
  • Mateus Lazzaretti Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
  • Mikaela Fabiana Hübner Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Palavras-chave:

reforma trabalhista, mudanças nas relações de trabalho, precarização, informalização, sindicatos.

Resumo

As reformas neoliberais implementadas no Brasil, especialmente após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, reconfiguraram o mundo do trabalho e o sindicalismo de trabalhadores. A Reforma Trabalhista, aprovada em 2017 sob o governo Temer, gerou fortes debates e disputas no país: de um lado defendia-se a necessidade de adequar as leis trabalhistas ao capitalismo contemporâneo, desburocratizar as regras para a geração de empregos, num momento em que as taxas de desemprego estavam altas. De outro lado, se apontava o caráter precarizador da Reforma, que atacava direitos e enfraquecia o poder de negociação dos trabalhadores. O presente texto, embasado em levantamento de publicações da mídia sobre o tema e dados secundários, busca analisar quais foram os principais atores da Reforma Trabalhista (defensores e contrários), os principais argumentos utilizados, além de avaliar o prometido e o efetivamente entregue, no que se refere, especialmente, à geração de empregos.

Biografia do Autor

Everton Lazzaretti Picolotto, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ). Professor Associado do Departamento de Ciências Sociais, do PPG em Ciências Sociais e PPG em Extensão Rural da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ-2) do CNPq.

Mateus Lazzaretti , Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Licenciado em História pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROBIC/FAPERGS no Grupo de Pesquisa Trabalho, Agricultura e Movimentos Sociais (TRAMAS-UFSM).

Mikaela Fabiana Hübner , Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Licencianda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PIBIC/CNPq no Grupo de Pesquisa Trabalho, Agricultura e Movimentos Sociais (TRAMAS-UFSM).

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Publicado

2020-11-25