Reflexos da Política Interna: a política externa brasileira no Rio da Prata (1850-1852)
the Brazilian foreign policy in the Rio da Prata (1850-1852)
DOI:
https://doi.org/10.63595/rbhcs.v17i34.17979Palabras clave:
Política Interna. Política Externa. Rio da PrataResumen
O presente artigo procurou discutir a atuação da diplomacia brasileira diante da queda do regime de Juan Manoel Rosas, governador da Confederação Argentina entre os anos de 1850 e 1852. Para isso, o governo imperial construiu uma política de Intervenção, que foi sedimentada em negociações com o governador de Entre Ríos, Justo José de Urquiza, e com a facção política uruguaia. O Império tentou também realizar aproximações com o Paraguai, governado, na época, por Carlos Antônio López. Diante dessa conjuntura política, o artigo abordou ainda os desdobramentos dessas lutas em alguns jornais brasileiros que circularam na capital imperial, procurando ressaltar o impacto das ações diplomáticas brasileiras na política interna. As principais documentações utilizadas neste trabalho foram alguns relatórios do Ministério dos Negócios Estrangeiros (RMNE) do Império do Brasil, ofícios, despachos e os jornais.
Descargas
Citas
AUBERT, Pedro Gustavo. O Visconde do Uruguai e a política para a América do Sul independente. BARCELOS, Ana Paula; PASSETTI, Gabriel. In: Nas teias da diplomacia: percursos e agentes da política externa brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Mauad X, 2022, p. 75-104.
BARRIO, Cesar de Oliveira Lima. O Império do Brasil e a Política de Intervenção no Rio da Prata (1843-1865). Brasília: FUNAG, 2018.
CHEIBUB, Zairo. Diplomacia e construção institucional: o Itamaraty em uma perspectiva histórica. Revista de Ciências Sociais, v. 28, n. 1, p. 113-131, 1985.
CORONATO, Daniel Rei. Diplomatas e Estancieiros: o Brasil e a busca pelo equilíbrio de poder no Prata (1828-1852). 2017. 302f. Tese (Doutorado em Relações Internacionais) - San Tiago Dantas/UNESP, UNICAMP e PUC-SP. São Paulo, 2017.
DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: Nova História da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
______________________O Brasil no Rio da Prata (1822-1994). 2° ed. Brasília: FUNAG, 2014.
FERREIRA, Gabriela Nunes. O Rio da Prata e a consolidação do Estado Imperial. São Paulo: Hucitec, 2006.
GANDIA, Leonardo dos Reis. A política ao fio da espada (1842-1852). 2015. 196f. Dissertação (Mestrado em História). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015.
GOLIN, Tau. Instrumentalização política de Facundo pelo Brasil na guerra contra Rosas. III Jornadas Latinoamericanas de Historia de las Relaciones Internacionales. Chile, 2005, p. 1-11.
JÚNIOR, Haroldo Ramanzini; FARIAS, Rogério de Souza. Análise de Política Externa. São Paulo: Contexto, 2021.
LASAGNA, Marcelo. Las determinantes internas de la política exterior: un tema descuidado en la teoria de la política exterior. Estudios Internacionales, Santiago, vol. 28, n° 111, Julio-Septiembre/1995, p. 387-409. DOI: https://doi.org/10.5354/0719-3769.1995.15322
LYNCH, John. As Repúblicas do Prata da Independência à Guerra do Paraguai. In: BETHELL, Leslie (org.) História da América Latina: Da Independência até 1870. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, v. III, 2018, p. 625- 692.
MILZA, Pierre. Política interna e Política externa. In: RÉMOND, René. Por uma história política. 2° ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003, p. 365-400.
MYERS, Jorge. Orden y virtud: El discurso republicano en el régimen rosista. Buenos Aires Universidad Nacional de Quilmes, 1995.
OLIVEIRA, Marina Garcia. Muitos barões para poucos marqueses: a política e as práticas de nobilitação no Segundo Reinado (1840-1889). 2018. 393f. Tese (Doutorado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2018.
PARANHOS, José Maria da Silva (1819-1880). Cartas ao Amigo Ausente. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2008.
RICUPERO, Rubens. A diplomacia na construção do Brasil (1750-2016). Rio de Janeiro: Versal Editores, 2017.
SARMIENTO, Domingo Faustino. Facundo o Civilización y Barbarie. Buenos Aires: Ediciones Libertador, 2010.
__________________________O Despacho para o Uruguai de bens legalistas durante a guerra civil-rio-grandense (1835-1845), Revista Aedos, Porto Alegre, n° 12, vol. 5, Jan/Jul de 2013, p. 215-228.
SOUTO, Nora. Argentina. In: SEBASTIÁN, Javier Fernández (org.). Diccionário político y social del mundo iberoamericano: La era de las revoluciones 1750- 1850. [Iberconceptos – I]. Madrid: Fundación Carolina, 2009, p. 68-79.
TERNAVASIO, Marcela. Historia de la Argentina (1806-1852). Buenos Aires: Editora Siglo Veintiuno, 2009.
WASSERMAN, Fábio. La libertad de imprenta y sus límites: prensa y poder político en el Estado de Buenos Aires durante la década de 1850. Almanack Braziliense, São Paulo, n. 10, nov. 2009, p. 130-146. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1808-8139.v0i10p130-146
YEGROS, Ricardo S.; BREZZO, Liliana M. História das Relações Internacionais do Paraguai. Brasília: FUNAG, 2013.
_______________________; RABINOVICH, Alejandro M.; CANCIANI, Leonardo (orgs.). Caseros: la batalla por la organización nacional. Ciudad autónoma de Buenos Aires: Sudamericana, 2022 – Disponível em https://epubreader.1bestlink.net/?state=%7B%22ids%22:%5B%221Ehb6jSpGfdTY9U23lEg3rSS6djkFsNw3%22%5D,%22action%22:%22open%22,%22resourceKeys%22:%7B%7D%7D – Acesso em: 20 de abril de 2023.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Luan Siqueira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Direitos Autorais
A submissão de originais para a Revista Brasileira de História & Ciências Sociais implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos da revista sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a Revista Brasileira de História & Ciências Sociais como o meio da publicação original.
Licença Creative Commons
Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se à matéria publicada neste periódico os termos de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada.






