Das “polacas” e “francesinhas” às “regateiras” e “decantadas”. Crítica ao imaginário e historiografia da prostituição da Manaus da Borracha

Paulo Marreiro dos Santos Júnior

Resumo


O estudo reexaminou a prostituição da Manaus do início do século XX, período áureo da borracha, contexto de transformações urbanísticas, arquitetônicas, de hábitos e costumes. A tradição historiográfica amazonense e o imaginário hegemônico olham glamourosamente a prostituição do período. O objetivo foi evidenciar outras historicidades da prostituição. Teoricamente, foi adotada a “História à contrapelo”, de Walter Benjamin, opondo à história oficial. Quanto à metodologia, pela via dialética, analisou-se prostitutas populares através das ocorrências policiais do Jornal do Comércio, no decorrer dos anos de 1906 a 1917, matérias de cunho criminal, com linguagem indireta de seus redatores. Tais método e teoria opuseram-se ao ufanismo da Manaus da Borracha. Como resultado, iluminou-se a prostituição suprimida da outrora “Paris dos Trópicos”, testemunhando vidas de mulheres esquecidas e ocultadas pelo glamour de uma época.

Palavras-chave


Prostituição. História. Contradição Social.

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DOI: https://doi.org/10.14295/rbhcs.v11i22.10851

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