Miscigenação e Biopolítica no Brasil

Autores

  • Mozart Linhares da Silva UNISC

Palavras-chave:

Biopolítica. Miscigenação. Eugenia. Movimentos antirracismo. História do Brasil.

Resumo

O artigo analisa, a partir do uso de algumas ferramentas foucaultianas, como os conceitos de governamentalidade e biopolítica, as significações e ressignificações da miscigenação na história brasileira. Toma como campo de análise três contextos em que a miscigenação foi alvo de profícuas discussões, nomeadamente no que se refere às problemáticas relacionadas à “identidade nacional”: as primeiras décadas do século XX, período de efervescência da eugenia, o período varguista, sobretudo o Estado Novo, quando a democracia racial fez da miscigenação uma estratégia identitária, e o contexto dos movimentos antirracistas diferencialistas, a partir dos anos 1980, quando o Movimento Negro ressignificou a ideia de raça e com ela a de miscigenação. A análise desses contextos permite entender como foram construídos diferentes “regimes de verdade” sobre a população e sobre a “identidade” nacional, e como essas “verdades” orientaram o governamento do corpo espécie da população em três momentos da história brasileira.

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Biografia do Autor

Mozart Linhares da Silva, UNISC

Doutor em História do Brasil pela PUCRS, com extensão na Universidade de Coimbra. Professorpesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação/UNISC (PPGEDU) e Professor do Departamento de História e Geografia/UNISC.

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Publicado

2015-06-04

Como Citar

Silva, M. L. da. (2015). Miscigenação e Biopolítica no Brasil. Revista Brasileira De História &Amp; Ciências Sociais, 4(8). Recuperado de https://periodicos.furg.br/rbhcs/article/view/10480