Um acordo de cavalheiros

a colonialidade do poder no sistema de quotas do FMI

Autores/as

  • Jose Alejandro Sebastian Barrios Díaz Universidade de Brasília - UNB

DOI:

https://doi.org/10.63595/rcn.v7i3.20130

Palabras clave:

Bretoon Woods, Colonialidade, Fundo Monetário Internacional, Governança

Resumen

O artigo analisa o Fundo Monetário Internacional (FMI) a partir de uma perspectiva decolonial, concentrando-se no sistema de quotas como instrumento de reprodução de hierarquias globais herdadas do colonialismo. Embora o FMI seja formalmente apresentado como uma instituição técnica e neutra, sua governança reflete os interesses das potências centrais, limitando a autonomia econômica de países periféricos e perpetuando desigualdades históricas. O artigo examina a origem do FMI em Bretton Woods, destacando como decisões iniciais foram moldadas por um grupo restrito de economistas e diplomatas das grandes potências. A análise crítica evidencia que países de alta renda concentram a maior parte das quotas e votos, enquanto o Sul Global permanece sub-representado, ilustrando a colonialidade do poder. A pesquisa, baseada em abordagem interpretativo-analítica e fontes oficiais do FMI e literatura especializada, busca responder a seguinte pergunta: de que maneira o funcionamento do FMI, particularmente do sistema de quotas, reproduz a colonialidade do poder? Por fim, propõe-se que a compreensão decolonial da governança do FMI é fundamental para repensar reformas que promovam justiça, representatividade e autonomia no sistema econômico global.

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Publicado

2026-01-15

Cómo citar

DÍAZ, Jose Alejandro Sebastian Barrios. Um acordo de cavalheiros : a colonialidade do poder no sistema de quotas do FMI. Campos Neutrais - Revista Latino-Americana de Relações Internacionais, Rio Grande, RS, v. 7, n. 3, p. 6–25, 2026. DOI: 10.63595/rcn.v7i3.20130. Disponível em: https://periodicos.furg.br/cn/article/view/20130. Acesso em: 3 feb. 2026.

Número

Sección

Artigos Livres