Um acordo de cavalheiros
a colonialidade do poder no sistema de quotas do FMI
DOI:
https://doi.org/10.63595/rcn.v7i3.20130Palabras clave:
Bretoon Woods, Colonialidade, Fundo Monetário Internacional, GovernançaResumen
O artigo analisa o Fundo Monetário Internacional (FMI) a partir de uma perspectiva decolonial, concentrando-se no sistema de quotas como instrumento de reprodução de hierarquias globais herdadas do colonialismo. Embora o FMI seja formalmente apresentado como uma instituição técnica e neutra, sua governança reflete os interesses das potências centrais, limitando a autonomia econômica de países periféricos e perpetuando desigualdades históricas. O artigo examina a origem do FMI em Bretton Woods, destacando como decisões iniciais foram moldadas por um grupo restrito de economistas e diplomatas das grandes potências. A análise crítica evidencia que países de alta renda concentram a maior parte das quotas e votos, enquanto o Sul Global permanece sub-representado, ilustrando a colonialidade do poder. A pesquisa, baseada em abordagem interpretativo-analítica e fontes oficiais do FMI e literatura especializada, busca responder a seguinte pergunta: de que maneira o funcionamento do FMI, particularmente do sistema de quotas, reproduz a colonialidade do poder? Por fim, propõe-se que a compreensão decolonial da governança do FMI é fundamental para repensar reformas que promovam justiça, representatividade e autonomia no sistema econômico global.
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