Derrida: ouvido, vida, escrita

Helano Ribeiro, Felipe Amaral

Resumo


Este artigo é uma proposta de leitura outra no concernente à análise de autobiografias. Tentando fugir de sua tradicional inclusão em gênero, em especial, graças ao trato crítico de Philippe Lejeune e sua teoria sobre o “pacto  autobiográfico”, tentaremos mostrar, especialmente, com base no pensamento de
Jacques Derrida, a otobiografia [ouvidografia] como uma escritura que não se deixa fechar em um gênero – uma escritura que não se limita à simples conferência de autenticidade da vida daquele que escreve. Trata-se aqui de um movimento da escrita de si que se dá a partir do que se ouve e não do que realmente houve.


Palavras-chave


otobiografia; Jacques Derrida; ouvido

Texto completo:

PDF

Referências


CATELLI, Nora. Lejeune o la enciclopedia. In: _____. En la era de la intimidad. Rosario: Beatriz Viterbo, 2007.

DELEUZE, Gilles. Francis Bacon: lógica da Sensação. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Kafka: para uma literatura menor. Rio de Janeiro: Imago, 1977.

______. Ano zero: rostidade. In: ______. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. v. 3. Trad. Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leitão. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2008.

DE MAN, Paul. Autobiografia como des-figuração. Trad. Joca Wolff. Sopro: Panfleto Político-Cultural, 2012, n. 71. Disponível em: http://culturaebarbarie.org/sopro/outros/autobiografia.html#.T_TpRaZ4NYk. Acesso em: 4 jul. 2012.

DERRIDA, Jacques. Gramatologia. Trad. Miriam Chnaiderman e Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Perspectiva, 2011.

______. Margens da filosofia. Trad. Joaquim Torres Costa e António M. Magalhães. São Paulo: Papirus, 1991.

______. O animal que logo sou. Trad. Fábio Landa. São Paulo: Ed. da UNESP, 2011.

______. Otobiografías: la enseñanza de Nietzsche y la política del nombre próprio. Buenos Aires: Amorrortu, 2009.

______. Força de lei. Trad. Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

ESQUEDA, Marileide. Jacques Derrida e esta estranha instituição chamada literatura. Tradução e Comunicação: Revista Brasileira de Tradutores, n. 18, p. 177-182, 2009.

FOUCAULT, Michel. Theatrum Philosophicum. In: ______. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008. p. 230-254.

MARTON, Scarlet. Foucault, Deleuze e Derrida frente à crise. Palestra proferida no programa Invenção do Contemporâneo: Pensamento Rebelde. São Paulo: CPFL, 2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vyPTweS6Cvo. Acesso

em: 14 mar. 2015.

ROUDINESCO, Elisabeth. Pensamentos rebeldes e herança cruzada. Palestra proferida no programa Invenção do Contemporâneo: Pensamento Rebelde. São Paulo: CPFL, 2012. Disponível em: www.youtube.com/watch?v=omF9NvmR.

Acesso em: 28 mar. 2015.

SAER, Juan José. O conceito de ficção. Trad. Joca Wolff. Sopro: Panfleto Político-Cultural, 2009, n. 15. Disponível em: http://www.culturaebarbarie.org/sopro/n15.pdf. Acesso em: 27 mar. 2013.

SANTIAGO, Silviano. Meditação sobre o ofício de criar. Aletria, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 173-179, 1º jul. 2008. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/Aletria%2018/18-Silviano%20Santiago.pdf. Acesso em: 28 mar. 2016.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Cadernos Literários