Jules Michelet: um historiador às voltas com a crítica literária

Maria Juliana Gambogi Teixeira

Resumo


O objetivo deste artigo é tentar explorar algumas razões que explicariam a inatualidade da obra do historiador francês Jules Michelet. Nossa hipótese é de que, pelo menos em parte, essa trava associa-se à maneira como os estudos literários definiram e classificaram essa obra. Sob o abrigo do
francês, as condições de legibilidade próprias ao historiador se veriam diluídas numa apreensão que opõe o campo da escrita ao das ideias, reconhecendo no primeiro campo qualidades que acabam anuladas pela fraqueza do segundo. Para tanto, esta análise recupera três autores chave da recepção literária do historiador: Hyppolite Taine, Gustaf Lanson e Roland Barthes.

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