Memória e testemunho: o salazarismo no romance português do século xxi

José Luís Giovanoni Fornos

Resumo


O presente texto analisa os romances Deixem falar as pedras (2011), de David Machado, Flores (2015), de Afonso Cruz, e Eu sou a árvore (2016), de Possidónio Cachapa, considerando proposições teóricas relacionadas à memória e ao testemunho numa perspectiva histórica. Para tanto, recorre às reflexões de Beatriz Sarlo, Paul Ricoeur, Régine Robin e Jeanne Marie Gagnebin. Tais teóricos preocupam-se em caracterizar as relações entre memória e história, observando a importância da testemunha e da escrita na reconstituição do passado. Igualmente refletem sobre a confiabilidade ou não do testemunho, operação primeira do fazer historiográfico.

Palavras-chave


: memória; testemunho; história; romance português

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Referências


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