Jesuítas e Guaranis face aos impérios coloniais ibéricos no Rio da Prata colonial

Rejane da Silveira Several

Resumo


O presente estudo faz uma interpretação a respeito de alguns aspectos referentes à Guerra Guaranítica, da qual participaram uma milícia guarani e o exército aliado luso-espanhol. O confronto surge a partir de um acordo firmado entre as duas nações ibéricas, que estipulava que os índios Guarani abandonariam os territórios que compreendiam os "Sete Povos da Banda Oriental do rio Uruguai", em favor da ocupação do respectivo espaço pelos portugueses. A análise se desenvolve em momentos subsequentes. No primeiro momento, tenta-se esclarecer a origem das disputas dos territórios da região do Rio da Prata entre as nações ibéricas, suas esferas de interesses e a maneira como as autoridades tentaram minimizar esse conflito, até chegarem a um grande impasse, exigindo que se fizesse uma divisão mais precisa desses territórios, até então submetidos a um constante clima de tensão. A seguir, tenta-se definir e esclarecer o contexto histórico no qual se insere o Tratado de Madri e suas estipulações, bem como a repercussão que esse acordo obteve nas Missões e na Europa, onde foi idealizado. E, finalmente, demonstram-se, através da correspondência da época, as relações entre os interesses luso-espanhois, jesuítas e guaranis relativos ao acordo de Madri.

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