Fluxos e dimensões do conhecimento indígena
percepções epistemológicas
DOI:
https://doi.org/10.63595/biblos.v39i1.19836Palavras-chave:
Conhecimento indígena, Fluxos informacionais, Epistemologias plurais, Ciência da InformaçãoResumo
O presente artigo tem como objetivo compreender os fluxos e dimensões do conhecimento indígena a partir de uma perspectiva das suas percepções epistemológicas com base em uma abordagem qualitativa. O corpus da pesquisa foi constituído por 82 documentos, dos quais 16 artigos científicos foram selecionados para a discussão, segundo critérios de aderência temática e analítica. A investigação organiza-se em duas dimensões centrais do conhecimento indígena: a dimensão física e a dimensão espiritual. A dimensão física evidencia o conhecimento como saber territorializado, produzido e transmitido por meio das práticas sociais, da oralidade, do corpo e da relação com a natureza. Já a dimensão espiritual destaca cosmologias, rituais, sonhos, ancestralidade e práticas de cura como fundamentos epistemológicos dos sistemas indígenas de conhecimento. A análise demonstra que essas dimensões são interdependentes e se articulam na constituição de sistemas complexos de saber, desafiando perspectivas epistemológicas ocidentais hegemônicas. Os resultados reforçam a necessidade de abordagens decoloniais e metodologicamente sensíveis para a compreensão e valorização do conhecimento indígena, contribuindo para o avanço dos debates acadêmicossobre pluralidade epistemológica e produção do conhecimento em contextos interculturais.
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