Teletrabalho e estágio
Precarização, flexibilidade e desafios biopsicossociais na sociedade contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.63595/juris.v35i2.19254Resumen
Resumo: O avanço das tecnologias da informação e da comunicação tem remodelado as dinâmicas laborais, incluindo as relações de estágio. Este artigo visa analisar os efeitos do teletrabalho no estágio, com ênfase nas implicações trabalhistas e biopsicossociais, questionando se o modelo tradicional de teletrabalho é capaz de assegurar proteção aos estagiários frente à precarização e à exploração intensificada pela lógica neoliberal. Para tanto, por meio de uma pesquisa jurídico-descritiva e analítica, utilizando livros, artigos e normas relacionadas ao tema e mobilizando os escritos de Han, Dardot, Laval, Lafargue, Marx, Antunes e Bauman, o estudo examina a evolução histórica das responsabilidades no estágio, a influência das tecnologias no processo socioeducacional e os desafios relacionados à saúde mental, à desconexão e à sociabilização enfrentados pelos tele-estagiários. As reflexões apontam para a instrumentalização do teletrabalho em detrimento de seu valor educativo, evidenciando os riscos de precarização e a captura da subjetividade do estagiário. Conclui-se que há uma necessidade urgente de regulamentação que considere as especificidades dessa modalidade de trabalho.
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