Benefícios trabalhistas para mulheres
o congelamento de óvulos, debate sobre igualdade, esfera privada e suas implicações para a imagem da empresa sob a perspectiva ESG
DOI:
https://doi.org/10.63595/juris.v35i2.18744Palabras clave:
Labor Benefits. Egg Freezing. Women's Equality. ESG (Environmental, Social, Governance).Resumen
O artigo analisa os benefícios trabalhistas voltados às mulheres, com foco no congelamento de óvulos, prática que visa conciliar planejamento familiar e avanço profissional. Por meio de revisão bibliográfica, investiga-se o impacto desses benefícios na igualdade de gênero, nas relações de trabalho e na responsabilidade social corporativa sob a perspectiva ESG (Environmental, Social, Governance). O objetivo é avaliar se tais iniciativas realmente promovem inclusão e valorização no ambiente profissional ou perpetuam desigualdades de gênero, mascarando uma cultura anti-maternidade. A hipótese é que, embora o congelamento de óvulos possa ser uma medida emancipatória, sua implementação pode representar um mecanismo para favorecer interesses empresariais, restringindo a liberdade de escolha das mulheres ao condicionar a maternidade ao momento ideal para a organização. Os resultados indicam que o benefício possui potencial para ampliar direitos, mas pode ser desvirtuado quando atrelado apenas à melhora da imagem corporativa. Isso reflete a prática de “washing”, em que ações são apresentadas como ESG, mas carecem de compromisso genuíno com inclusão e equidade. Sem mudanças culturais, essas iniciativas podem reforçar pressões externas, violando a autonomia feminina e perpetuando desigualdades no ambiente de trabalho. Conclui-se que políticas ESG devem priorizar a promoção efetiva da igualdade e do respeito à esfera privada, garantindo que os benefícios sejam transparentes, alinhados à vontade das mulheres e às demandas sociais, ao invés de apenas atender interesses corporativos.
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