Identidade de gênero nos mangás: a questão da linguagem neutra
Palabras clave:
Linguagem Neutra, Identidade de Gênero, Anime, Mangá, SemióticaResumen
Este trabalho reflete a respeito da representação da identidade de gênero nos mangás e animes. Pretende-se, então, demonstrar linguisticamente como o personagem Hange Zoë, da obra Shingeki no Kyojin, de Hajime Isayama, é retratado. Para isso, contará com a fundamentação teórica de autores como Luyten (1991), sobre mangás e animes, assim como Senna (1999) para conceitualizar sobre histórias em quadrinhos ocidentais e suas diferenciações. Além disso, recorre-se a Butler (2018) e a Salih (2012) sobre gênero e performance afim de expor como a performance de gênero é representada e desenvolvida na obra.
Demonstrar-se-á a maneira que Hange é referenciada ao longo da história e o seu impacto na narrativa. Em face desse contexto, indaga-se: como personagens que fogem da heteronormatividade são representados na cultura pop e, especificamente, na cultura otaku? E qual a importância de se ter essas personagens sendo mostradas ao público, relacionando-se com um tema (a linguagem neutra) tão discutida na atualidade? Esses questionamentos trazem consigo o peso do possível reforço, por meio da linguagem, de preconceitos que estão presentes na sociedade. Como resultado, entendemos que formas inovadoras de linguagem devem ter o seu espaço de circulação garantido para que a sociedade se torne mais tolerante com a diferença.
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