Neon Genesis Evangelion e a ressignificação do tecno-orientalismo pela sociedade japonesa
Palabras clave:
Tecno-Orientalismo, Neon Genesis Evangelion, Ficção CientíficaResumen
Este trabalho objetiva analisar o anime Neon Genesis
Evangelion, à luz do conceito de Tecno-orientalismo, concebido pelos
autores David Morley e Kevin Robins. O anime, lançado na década de
90, marcou a indústria otaku no Japão e ao redor do mundo, tornando-se
um clássico e proporcionando debates intensos acerca de qual seria sua
“mensagem real” e a construção de significados transpassados pela obra.
Tendo em vista que o discurso tecno-orientalista coloca o Japão na
posição de país tecnológico e robotizado, todavia, tirando também a
humanidade dos japoneses, escolheu-se como objeto de análise o
presente anime por sua profunda abordagem dos aspectos psicológicos
dos personagens, destacando o sentimento no relacionamento humanomáquina. Assim, pretende-se demonstrar como a comunidade nipônica
apodera-se deste conceito, muitas vezes utilizado em obras que
reproduzem um discurso preconceituoso e estereotipado, e o reescreve,
trazendo uma nova perspectiva a determinadas obras de ficção científica.
Destarte, justifica-se este artigo pela necessidade de entender o debate
em relação a animação de Hideaki Anno e enriquecer a discussão sobre
o tecno-orientalismo no Brasil.
Citas
AZUMA, Hiroki. Anime or something like it: Neon Genesis Evangelion. In: Intercommunication, n.18, 1996. Disponível em: <https://www.ntticc.or.jp/pub/ic_mag/ic018/intercity/azuma_E.html#text_annotation01>. Acesso em 15 abr 2021.
AZUMA, Hiroki. Otaku: Japan’s database animals. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2009.
BOUNTHAVY, Suvilay. Neon Genesis Evangelion ou la déconstruction du robot anime. ReS Futurae. Revue d’études sur la science-fiction, n. 9.. França, 2017.
CHUN, Wendy. Orienting Orientalism, or How to Map Cyberspace. In: LEE, Rachel C.; WONG, Sauling Cynthia. (org). Asian America.Net: Ethnicity, Nationalism, and Cyberspace. New York and London: Routledge, 2003.
COGNACQ, Amaël. Neon Genesis Evangelion, the Trojan Horse of otaku culture. Amael Cognaq Medium. [S.L], 23 ago. 2020. Disponível em: <https://amaelcognacq.medium.com/neon-genesisevangelion-the-trojan-horse-of-otaku-culturecc8e041862e9>. Acesso em 15 abr 2021.
CONTI, Thomas. Apropriação Cultural: uma história bibliográfica. 2017. Disponível em: <http://thomasvconti.com.br/2017/apropriacaocultural-uma-historia-bibliografica/>. Acesso em: 19 abr. 2021.
DUNKER, Christian. A psicanálise de Neon Genesis Evangelion. 2021. – Desejo em Cena. Youtube. Disponível em:. Acesso em: 21 de abr. 2021. 43:42.
HENSHALL, Kenneth. História do Japão. Portugual: Edições 70, 2008.
ITO, Mizuko et al. Fandom Unbound: Otaku Culture in a Connected World. Londres: Yale University Press, 2012.
LABARE, Joshua. Wrapped... in that mysterious Japanese way. Science Fiction Studies. Vol. 27, No. 1: 22-48. Indiana: DePauw University, 2000.
LAMARRE, Thomas. Otaku Movement. In: YODA, Tomiko; HAROOTUNIAN, Harry. Japan after Japan: Social and Cultural Life from the recessionary. Carolina do Norte: Duke University Press, 2006.
MCKAY, DANIEL. Camera Men: Technoorientalism in Two Acts. Journal of American Studies, v. 51, n. 3, p. 939. Inglaterra: Cambridge University Press, 2017.
MCNEILL, Dougal. Future City: Tokyo After Cyberpunk. Review of Asian Pacific Studies, Oregon (EUA), n.44, p. 89-108. Japão: Universidade de Narumi, 2019.
MÉNDEZ, Artur Lozano. Genealogía del Tecnoorientalismo. Inter Asia Papers, n. 7, p. 1-64. Barcelona: Universitat Autònoma de Barcelona, 2009.
MITSUHIRO, Yoshimoto.The postmodern and mass images in Japan. Public Culture, v.1, n. 2, p.8. Carolina do Norte: Duke University Press, 1989.
MORAIS, Amanda de et al. O Espelho e a Sombra. 2021. Artigo de Opinião. Disponível em: <https://ufpeieasia.wordpress.com/2021/03/24/artigo-de-opiniao-o-espelho-e-a-sombra/>. Acesso em: 19 abr. 2021.
MORLEY, David; ROBINS, Kevin. TechnoOrientalism: Japan Panic. p. 147-173. In: MORLEY, David; ROBINS, Kevin. Spaces of identity: Global media, electronic landscapes and cultural boundaries. London and New York: Routledge, 1995.
NUÑEZ, Veronica; OCARANZA, Velazco. La ciudad posmoderna representada a través del paisaje urbano cyberpunk. Revista NODO, v. 9,n. 18, p.45 - 58. Colombia: Universidad Antonio Nariño, 2015.
PÁEZ, David. El Japón de los Cyborgs: un vistazo al tecno-orientalismo del siglo XXI en Ghost in the Shell. Quirón: Revista de estudiantes de Historia. Número Especial. Colombia: Universidad Externado de Colombia, 2019.
PARK, Chi Hyun. Orientalism in United States cyberpunk cinema from" Blade Runner" to" The Matrix". EUA: The University of Texas at Austin, 2004.
SAID, Edward. Orientalismo: A Invenção do Oriente pelo Ocidente. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SATO, Kumiko. How information technology has (not) changed feminism and Japanism: cyberpunk in the Japanese context. Comparative Literature Studies, v. 41, n. 3, p. 335-355. Pennsylvania: Penn State University Press, 2004.
SATO, Kumiko. Technology and the Cultural Location of Japan. In: Writing Technologies. v.1. Inglaterra: Nottingham Trent University, 2007.
SYBYLLA, Lady. O que é cyberpunk?. 2012 Disponível em: <https://www.momentumsaga.com/2012/09/o-quee-cyberpunk.html>. Acesso: 18 de Abril de 2021.
THACKARA, John. 'Seeing is disbelieving'.The Listener, 23 de março, 1989.
GONZÁLEZ TORRENTS, Alba. El anime como dispositivo pensante: cuerpo, tecnología e identidad. Espanha: Universitat Autònoma de Barcelona, 2017.
UENO, Toshiya. Japanimation and technoorientalism. Toshiya Ueno, [S.L], 1996. Disponível em: <http://www.t0.or.at/ueno/japan.htm> Acesso em 14 abr 2021.
WILLIAM, Rodney. Apropriação cultural. São Paulo: Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.
YOUNG, Alexandra Mjöll. “More Human than Human." Race, Culture, and Identity inCyberpunk. 2014. Dissertação (Mestrado em Humanidades) - Universidade da Islândia, Islândia, 2014.
YU, Timothy. Oriental Cities, Postmodern Futures:" Naked Lunch, Blade Runner", and" Neuromancer". Melus, v. 33, n. 4, p.45-71. Inglaterra: Oxford University Press, 2008.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 Amanda de Morais Silva, Amanda Katarina de Santana Serafim, Camila de Sousa Machado, Rayane Sátiro de Almeida, Suéllen Sulamita Gentil de Oliveira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.