Estratégia de ensino e avaliação do curso de extensão em cultivo de plantas medicinais do jardim botânico do Rio de Janeiro

Karen Lorena Oliveira-Silva, Ygor Jessé Ramos, Gilberto do Carmo Oliveira, Irene Cândido Fonseca, Jeferson Ambrósio Gonçalves, Ulisses Carvalho de Souza, Anna C. A. e Defaveri, João Carlos Silva, Mara Zélia de Almeida, Sonia Cristina S. Pantoja

Resumo


Objetivou-se verificar o uso de espécies botânicas pelos estudantes do curso de extensão em “Técnicas de cultivo de plantas medicinas” do Centro de Responsabilidade Socioambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CRS-JBRJ) como estratégia para melhoria do ensino-aprendizado e como base para elaboração de um modelo de ensino sobre o tema. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório descritivo com 35 alunos de ambos os sexos das edições de 2016 e 2017 do curso através de um questionário estruturado composto por dez questões. As plantas informadas pelos alunos foram utilizadas em aula visando validar sua identificação. Foram citadas 48 espécies, com destaque para Matricaria chamomilla L. (n=13) e Cymbopogon citratus (D.C.) Stapf (n=11), e a infusão foi o uso relatado por todos. Em relação às plantas medicinais, os alunos informaram a forma de obtenção, o motivo do uso, a frequência em que as utilizam em substituição a medicamentos alopáticos, a quantidade de espécies utilizadas simultaneamente e a credibilidade no tratamento e na possibilidade de toxidade decorrente da utilização. As relações expressas com os usos e elevado número de citações das etnoespécies levantadas demonstram uma alta difusão do conhecimento, importante para construção dinâmica estratégica em sala de aula e para potencializar a relação do ensino-aprendizado dos estudantes do curso. A elaboração curricular proposta neste estudo foi construída a partir do somatório da experiência estratégica de ensino e das experiências relatadas na literatura. Os dados fornecerão embasamento para elaboração de oficinas, cursos de curta e longa-duração e especializações, bem como serão subsídio para um modelo de educação emancipatória, participativa e popular.

Palavras-chave


Ensino-Aprendizagem; Jardim Botânico; Etnobotânica;

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DOI: https://doi.org/10.14295/vittalle.v30i1.7484

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