Revista Eletrônica Interações Sociais https://periodicos.furg.br/reis <p>A <em>Revista Eletrônica INTERAÇÕES SOCIAIS – REIS </em>(ISSN 2594-7664), editada pelos docentes da área de Sociologia da Universidade Federal de Rio Grande – FURG, possui como objetivo central a divulgação de resultados de pesquisas científicas na área das Ciências Sociais, com especial atenção à Sociologia, à Antropologia e às Ciências Políticas, bem como reflexões e ensaios teóricos de cunho inédito. Acolhe também contribuições de áreas afins, desde que os trabalhos apresentados mantenham relação com o campo das Ciências Sociais. Presume-se que as propostas de colaboração apresentadas ao periódico observem os requisitos básicos para a elaboração de um texto científico e que se constituam em contribuições significativas para uma compreensão aprofundada e alternativa das temáticas abordadas. Sendo assim, as bases sobre as quais a REIS se assenta são a pluralidade de expressão e o reconhecimento da multidisciplinaridade teórica e metodológica. </p> <p>A REIS se estrutura tanto em números temáticos quanto multitemáticos livres, sendo editada em formato eletrônico e publicada em caráter semestral. Aceita para publicação artigos científicos, resenhas, entrevistas, ensaios visuais e contribuições dos movimentos sociais e comunidades tradicionais brasileiras. Os textos são elaborados por Doutores, Mestres, alunos de pós-graduação e atores políticos. As propostas podem ser direcionadas a composição de dossiês temáticos ou de fluxo contínuo de textos. O idioma da publicação é o português, mas também serão aceitos artigos em espanhol.</p> FURG pt-BR Revista Eletrônica Interações Sociais 2594-7664 <p>A proposta de publicação observa e atende a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm">Lei de Direito Autoral n. 9610/98</a>, a <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-5805-3-outubro-1972-357949-publicacaooriginal-1-pl.html">Lei nº 5.805/72</a>, bem como os Acordos e Tratados Internacionais de Direito Autoral em vigor no Brasil, quais sejam: Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas (<a href="http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=122781&amp;tipoDocumento=DEC&amp;tipoTexto=PUB">Decreto Nº 75.699, DE 6 DE MAIO DE 1975</a>), Convenção Universal sobre o Direito de Autor (<a href="http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=123194&amp;tipoDocumento=DEC&amp;tipoTexto=PUB">Decreto Nº 76.905, de 24 DE DEZEMBRO DE 1975</a>), e a Convenção Interamericana sobre os Direitos de Autor em Obras Literárias, Científicas e Artísticas <a href="http://www2.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2007/10/decreto-26675.pdf">(Decreto Nº 26.675, DE 18 DE MAIO DE 1949</a>).</p><p>Os direitos sobre as publicações nesta revista eletrônica pertencem ao(s) autor(es), com direitos de primeira publicação cedidos à Revista <em>INTERAÇÕES SOCIAIS (REIS)</em>. Os artigos aqui publicados são de uso gratuito em aplicações educacionais e de pesquisa, sem fins comerciais e disponibilizados na <em>Internet</em> no site da revista.</p><p>Os autores assumem a responsabilidade de que os artigos submetidos à Revista INTERAÇÕES SOCIAIS não estão sendo submetidos a outra publicação e não foram publicados integralmente em outro periódico. Assumem ainda a responsabilidade por sua originalidade, podendo incidir sobre o(s) autor(es) eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria dos trabalhos publicados.</p> Esfera pública técnico-midiatizada: contemporâneo campo de batalhas morais e políticas identitárias https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14033 <p>✓ MISKOLCI, R. Batalhas morais: política identitária na esfera pública técnico-midiatizada. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021. (Cadernos da Diversidade). 110 p.</p> Ana Carolina Costa dos Anjos Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Expediente https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14034 Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Uma virada conservadora: pânico moral, mídias digitais, (des)ilusões e (des)afetos no Brasil dos anos 2010 https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14035 <p>A década de 2010 no Brasil marcou o início de uma virada conservadora na esfera política e nas relações familiares, que culminou no crescimento do apoio e ascensão ao poder de setores reacionários. As questões de gênero e sexualidades e as políticas públicas voltadas às minorias sociais, que foram ampliadas ainda que de forma tímida nos governos anteriores, passaram a ser alvo de discursos de ódio, que espalharam desinformação e fake news. A pauta dos Direitos Humanos foi deturpada e o pânico moral passou a ser instrumento dos grupos conservadores para obter apoio político. O presente artigo abordará essa problemática, analisando casos como o “kit gay” para escolas públicas, a “mamadeira de piroca” e seus desdobramentos nas eleições de 2018.</p> Anna Paula Vencato Regina Stela Corrêa Vieira Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Estratégias de engajamento nas redes: Um estudo de caso sobre as mídias sociais da Polícia Federal https://periodicos.furg.br/reis/article/view/13097 <p>As mídias sociais constituem espaços de interação com características e valores próprios. Neste cenário, o engajamento dos usuários representa mais do que o aumento das curtidas ou comentários, mas propicia a ampliação desses valores. Ainda que as pesquisas sobre as mídias sociais estejam em progresso, ainda são escassos os estudos que abordem as estratégias das instituições estatais nas redes. Assim, buscou-se responder ao seguinte questionamento: quais estratégias de engajamento características da dinâmica das mídias sociais foram utilizadas pela instituição na rede? Para isso, foi realizado um estudo de caso dos perfis institucionais da Polícia Federal no Facebook, Twitter e Instagram, a fim de identificar as estratégias para aumentar o engajamento dos usuários em sua página institucional. Foram identificados como recursos característicos da dinâmica das mídias sociais a utilização de dispositivos emocionais, elementos motivacionais e ampla utilização de hashtags.</p> Carla Campos Avanzi Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Visibilidades lésbicas em plataformas de mídias sociais: heteronormatividade e resistências no YouTube, Instagram e TikTok https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14025 <p>O jogo entre resistência e docilidade às normas de gênero ganha contornos específicos quando visto a partir das plataformas de mídias sociais. Tais disputas são o cerne do artigo, que se volta às visibilidades e invisibilidades de lesbianidades no YouTube, Instagram e TikTok. Cada uma das pesquisas, brevemente apresentadas, se moldou metodologicamente às especificidades das plataformas. Além de registrar resultados de levantamentos desenhados a partir de abordagens quantitativas e qualitativas, o texto também se volta aos deslizamentos de sentido e negociações implementadas com as normas de gênero em busca de ampliar a circulação de conteúdos. Entende como comuns às plataformas a lógica rich get richer e a normatização dos corpos mesmo no que tange às sexualidades desviantes, com o predomínio de mulheres brancas, magras, jovens em corpos sem deficiência e que performam feminilidade.</p> Joana Ziller Dayane do Carmo Barretos Kellen Xavier Leíner Hoki Luiza Bodenmüller Mônica França Dias Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Entre as instituições de ensino e as tecnologias de informação e comunicação: “anomia digital” ou reconstrução do conhecimento? https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14026 <p>Considerando que as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) “emanciparam” os sujeitos permitindo-lhes a construção e compartilhamento de discursos dissociados das tradicionais instituições reguladoras, este trabalho se debruça sobre as aproximações das ciências sociais como instrumento de pesquisa de fenômenos envolvidos nos processos de transformação social estimulados pela mídia; a relevância de alguns mecanismos, como as plataformas digitais e os algoritmos de recomendação na produção de novas institucionalidades; e, por fim, se os meios acadêmico-científicos disponíveis estão aptos a mobilização de atratividades e convencimento em disputa com os interesses individuais mobilizados pelas plataformas digitais. A hipótese central é de que, se há certa “anomia digital”, pela perda do protagonismo das instituições tradicionais, esse mesmo protagonismo estaria sendo cada vez mais requisitado por “bolhas de opiniões” com pouco – ou nenhum – dissenso interno.</p> João Pedro Lyra da Silva Breno Rodrigo de Oliveira Alencar Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Internet, psicopolítica e neoliberalismo no Brasil: os usos de mídias e redes sociais digitais e os novos trabalhos em contexto de crise https://periodicos.furg.br/reis/article/view/13059 <p>Este trabalho discute as novas possibilidades laborais a partir dos usos de internet (mídias e redes sociais), de aplicativos de entrega e mobilidade e por último o emprego de captura de dados on-line como uma matéria-prima para um novo capitalismo no Brasil atual. Com isso, são apresentadas indagações que versam sobre a gradual inserção do modelo chamado de capitalismo de vigilância na sociedade, e um tipo de neoliberalismo que apresenta os usos de dados digitais e as capturas de subjetividades como ferramentas para extração de comportamento digital, transformando os usuários dessas possibilidades interativas em mercadorias trocadas e vendidas por Big Tech. Dessa forma, em exemplos concernentes ao mundo digital e as potencialidades do virtual na internet, busco em uma discussão sociológica tecer comentários acerca da captura mercantil de dados digitais de usuários on-line e sua reconfiguração em possibilidade laboral.</p> Julio Marinho Ferreira Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Os usos das mídias sociais pelas imigrantes brasileiras no Canadá https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14027 <p>Neste artigo faço uma genealogia dos usos das mídias sociais pelas brasileiras imigrantes no Canadá, focando nas estruturas físicas dessas mídias atreladas às funções, intenções e formas de utilização pelas imigrantes. Começo a partir da popularização da internet e dos microcomputadores no início dos anos 2000 e finalizo a análise em meados de 2017, quando a produção online assume outra linguagem, menos textual e mais voltada para o audiovisual. Analiso, portanto, as plataformas de blogs online, YouTube e Instagram, prioritariamente, e também o Snapchat e Facebook.</p> Rodrigo Fessel Sega Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 O digital é político: ativismo bissexual e apropriações das mídias digitais https://periodicos.furg.br/reis/article/view/13089 <p>A partir de observações etnográficas de nossas pesquisas realizadas entre 2019 e 2021 com sujeitos, coletivos bissexuais e em espaços digitais de sociabilidade, objetivamos neste artigo explorar o ativismo bissexual de acordo com seus usos das mídias digitais. Problematizamos a não neutralidade dos ambientes e das produções no digital com foco na bissexualidade para argumentar, parafraseando o bordão feminista, que o digital é político pois é campo de disputas, sendo íntrinseco às lutas cotidianas na medida em que reproduz condições de (des)igualdade social, sexual e de gênero. Observamos que, assim como outros grupos, bissexuais têm dado passos importantes nos últimos anos com apropriações do digital em um movimento de produção de referências e visibilidades, que se intensificaram no período da pandemia de Covid-19. Concluímos que, a ampliação do consumo de conteúdo e das redes de troca de experiências entre bissexuais a partir do digital tem se mostrado central para a sociabilidade e organização política desses sujeitos.</p> Helena Monaco Danieli Klidzio Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Versão completa https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14036 Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Movimento Hardcore: associativismo e contracultura na construção da identidade https://periodicos.furg.br/reis/article/view/12948 <p>O estudo buscou compreender, pela percepção do sujeito, como sua inserção no movimento <em>Hardcore</em> pode ter contribuído para a elaboração de identidade e ação associativa. A partir de entrevistas narrativas e análise de documentos, discute-se a construção das identidades sociais cunhadas em uma ideologia enraizada no estilo musical, que supera uma produção cultural, constituindo-se em um movimento urbano de contestação política, econômica e social. A análise das informações construídas denota que a cena <em>Hardcore</em> carrega a essência do <em>Punk</em>, seu procedente, perceptível nas práticas da autogestão, na luta contra a cultura dominante e na insistente denúncia das desigualdades sociais. No entanto, não há uma nova linha ideológica, apesar das distinções na aparência e nos estilos de vida. Assim, considera-se que o <em>Hardcore</em> consegue manter harmonia entre a emergência individual de uma organização profissional e a sustentação das diferenças na identificação com um movimento de contracultura.</p> Julice Salvagni Paula da Silva Almeida Cibele Cheron Renato Colomby Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Modulações algorítmicas em plataformas digitais e o colonialismo de dados: reflexões para a construção de uma agência descolonial https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14028 <p>Os sistemas algorítmicos modulam as subjetividades no contemporâneo, através do uso de diferentes instrumentos e técnicas que reificam a noção de um humano colonial e reiteram uma lógica antropocêntrica. Como podemos resistir nas (e com as) plataformas digitais? As xenofeministas acreditam na ação de redesenhar as funcionalidades das materialidades tecnológicas, e produzir alianças com aquilo que nos é estranho, com forças alienígenas, externas e inumanas. Faz-se fundamental a experimentação da descolonização das epistemologias, dos saberes psis, dos imaginários sociotécnicos e de ações coletivas nos espaços digitais. Assim, o presente artigo tem como objetivo apostar na (re)apropriação da técnica e da imaginação, além de uma outra (xeno)cosmopercepção para apreender as dinâmicas micromateriais envolvidas nas modulações algorítmicas, a fim de ficcionarmos coletivamente agências descoloniais, que não reproduzam hierarquias violentas e opressoras, e que possam nos ofereçam novas possibilidades de mundos, em um contexto tecno(necro)biopolítico.</p> Monique Navarro de Souza Luis Artur Costa Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Nota da editora sobre saudades e parceria – uma homenagem ao amigo Kaciano Gadelha https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14029 Lara Facioli Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Carta sobre meu amigo Kaciano Gadelha dirigida a quem o amou, a quem não o conheceu e a quem o conheceu pouco https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14030 Maria Elvira Díaz Benítez Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1 Apresentação do Dossiê https://periodicos.furg.br/reis/article/view/14032 Anna Paula Vencato Felipe André Padilha Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-17 2022-02-17 5 1