Dossiê "Educação Física Escolar Crítica" - Prorrogação de prazo

2022-06-23

Organizadores:

Lucas Lopez da Cruz  - Analista de Educação do Departamento Nacional do Sesc

Samuel Nascimento de Araújo -  Professor de Educação Física na RME de Guarani das Missões e no IFRS Campus Sertão.

Jacqueline Zilberstein - Assessora Pedagógica da SMED/POA

Fabiano Bossle. Professor de Graduação e Pós Graduação da ESEFID da UFRGS

Rita de Cássia Lindner Kaefer- Professora de Educação Física da RMEPOA.

Leandro Oliveira Rocha - Professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Teutônia/RS e da Universidade do Vale do Taquari - UNIVATES.

 

A Educação e, de modo consequente, o componente curricular Educação Física vem sofrendo sucessivos ataques do projeto neoliberal de mercado. É verdade que os ataques à educação pública brasileira não são novidade, mas, é possível identificar particularidades e a “metamorfose” das maneiras com que esses movimentos ocorrem na realidade do ano de 2022, reforçando pela Educação, o retrocesso imposto aos tímidos avanços que tivemos em outros momentos. E é nessa conjuntura que o componente curricular Educação Física está inserido e vêm sendo arbitrariamente entendido na condição de conhecimento descartável. As recentes reformulações curriculares que se desdobraram nos estados a partir de uma Base Nacional Comum Curricular maquiavelicamente imposta às comunidades escolares, parecem favorecer as ideologias conservadoras e neoconservadoras que defendem a Educação no Brasil como um direito de poucos, tanto quanto, às ideologias neoliberais e seu interesse permanente na defesa do capitalismo de mercado. Logo, assumir a reflexão crítica na produção científica da Educação Física escolar demarca a militância de pesquisadores e pesquisadoras que encontram na pesquisa realizada na escola, com docentes e estudantes, os meios de denunciar ataques à educação pública – mas também à privada - e evidenciar possibilidades de materializar uma Educação Libertadora. Face ao exposto, este Dossiê almeja receber textos que potencializem reflexões e discussões sobre questões que inquietam e carecem de maior visibilidade na produção acadêmica. São elas: Como os professores e professoras que se alinham às perspectivas críticas de Educação Física têm se posicionado? Como têm enfrentado diariamente, do chão das escolas? Como a academia tem produzido conhecimentos críticos para esse debate e a produção de resistência?

Nesse sentido, serão muito bem vindos artigos originais, frutos de pesquisas, ou, ainda, ensaios, que: a) utilizem a experiência docente de pesquisadores e pesquisadores que produzem pedagogias críticas nas aulas de Educação Física escolar; b) reconhecem e valorizam os conhecimentos produzidos nas escolas, entre docentes e estudantes; c) visem uma profunda e cuidadosa reflexão sobre a conjuntura política, econômica e social e seus impactos na vida das escolas; e d) tratem as aulas de Educação Física escolar como espaços de problematização e construção de experiências corporais que potencializem a formação crítica e humana de estudantes e professores.