“Christovão, o Principal da Aldeia de Natuba e a persuasão fazem os Indios a este Governo”: as tropas Kiriri e a Política de povoação do “sertão de dentro” da América portuguesa (1677-1679)

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DOI:

https://doi.org/10.14295/rbhcs.v10i19.465

Resumo

Na segunda metade do século XVII, após a Restauração Portuguesa, intensificou-se o povoamento do sertão da América portuguesa. O processo, definido na documentação como “expansão para os caminhos de dentro”, visava à constituição de aldeamentos e à formação de alianças, com o intuito de garantir segurança no acesso comercial às rotas dos criadores de gado que seguiam da Bahia ao Piauí, bem como a constituição de um grupo de índios Kiriri que coibisse a formação de quilombos nas impenetráveis rotas do sertão. Ordens religiosas foram incumbidas da tarefa de organizar as aldeias, “disciplinar as almas” e fornecer mão de obra nas entradas para o sertão. Nesse espaço permeado pelo jogo de interesses de diversos grupos, o conflitos e a fluidez das alianças foram uma constante. Com base nesse contexto, o presente artigo visa analisar as estratégias de povoação do “sertão de dentro”  e o papel dos índios na formação desses espaços.

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Biografia do Autor

Ane Mecenas, Universidade Tiradentes

Pós-Doutoranda pelo PPE- Unit. Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Mestre em História pelo Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Paraíba (2011). Especialista em Ciências da Religião e possui graduação em História Bacharelado (2010) e em História Licenciatura (2005) pela Universidade Federal de Sergipe (2005). Tem experiência na área de História, com ênfase em Ensino de História, Patrimônio Cultural e História Indígena.

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Publicado

2018-08-21

Como Citar

Mecenas, A. (2018). “Christovão, o Principal da Aldeia de Natuba e a persuasão fazem os Indios a este Governo”: as tropas Kiriri e a Política de povoação do “sertão de dentro” da América portuguesa (1677-1679). Revista Brasileira De História &Amp; Ciências Sociais, 10(19), 32–50. https://doi.org/10.14295/rbhcs.v10i19.465