A “religião cívica” de um integralismo republicano: a História a serviço da cultura política integralista no pensamento de Miguel Reale (1932-1937)

Pedro Ivo Dias Tanagino

Resumo


Esse artigo apresenta investigações do integralismo brasileiro a partir das obras do jurista, professor e político Miguel Reale (1910-2006), um dos principais intelectuais e líderes da Ação Integralista Brasileira (AIB) entre 1932 e 1937, movimento e partido político de inspiração fascista de maior abrangência na história do país. Realizamos uma História Política e Social em cotejo com as abordagens praticadas nas Ideas in Context, de Quentin Skinner na história do pensamento político e Reinhart Koselleck na história dos conceitos. A abordagem contextualista do pensamento e dos conceitos políticos trata com a noção de “culturas políticas”, através dos debates levantados por Daniel Cefaï, Serge Berstein, Eliana Dutra, Rodrigo Patto Sá Motta, o pensamento político de Miguel Reale seguindo uma linha sincrônica de análise, cruzada com as investigações em diacronia dos múltiplos contextos e temporalidades, bem como as rupturas e continuidades, contidas nos conceitos básicos que formaram o ideário republicano integralista apresentado pelo autor nos anos 1930. Nosso objetivo é identificar e esclarecer a performance linguística individual de Reale nos revelando seu horizonte de uma cultura política integralista.

Palavras-chave


Integralismo. Culturas Políticas. Miguel Reale.

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Historiæ, ISSN 1519-8502, E-ISSN 2238-5541, Rio Grande/RS, Brasil