<b>Amor em tempo de guerra: as "madrinhas de guerra" no contexto da guerra colonial portuguesa (1961-1974)</b>

Autores

  • Fernando Manuel Santos Martins

Palavras-chave:

Portugal. Colonialismo. Guerra colonial. Movimento nacional feminino. Estudos de gênero.

Resumo

O fenómeno político-militar, mas também social, designado em Portugal e na Europa como "madrinhas de guerra", emergiu e consolidou-se durante a Primeira Guerra Mundial. As "madrinhas de guerra" nasceram de uma fatalidade que aquele conflito militar provocou e que depois se reproduziria em muitos outros ao longo do século XX. Após a intervenção na grande guerra, e para além do desenrolar de algumas campanhas de pacificação em territórios coloniais, ou da participação de voluntários portugueses na guerra civil de Espanha, Portugal e os portugueses mantiveram-se à margem de quaisquer grandes conflitos militares que fizeram o mundo depois de 1919, como foi o caso da Segunda Guerra Mundial ou da Guerra da Coreia. Só em março de 1961 voltaram os portugueses a ser chamados para pegar em armas. Não tardaria muito tempo para que, à sombra do movimento nacional feminino, o fenómeno das "madrinhas de guerra" ressuscitasse. É esse ressuscitar, enquanto fenómeno de mobilização político-ideológico e social envolvendo milhares de mulheres portuguesas, que trata este texto.

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Biografia do Autor

Fernando Manuel Santos Martins

Licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Julho de 1988. Mestre em História dos Séculos XIX e XX (Secção Século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Julho de 1995. Doutor em História pela Universidade de Évora, em Maio de 2005.

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Como Citar

Martins, F. M. S. (2012). &lt;b&gt;Amor em tempo de guerra: as &quot;madrinhas de guerra&quot; no contexto da guerra colonial portuguesa (1961-1974)&lt;/b&gt;. Historiæ, 2(2), 75–88. Recuperado de https://periodicos.furg.br/hist/article/view/2491

Edição

Seção

Dossiê