Rosa luxemburg e Hannah Arendt: desencontros da revolução

Marcela Uchôa

Resumo


As idiossincrasias e contradições que perpassam o caminho político
de Rosa Luxemburg e Hannah Arendt não são tão óbvias quanto
parecem. Mulheres em tempos sombrios, ambas fizeram da práxis
política um caminho sem volta na defesa de uma revolução que não só repensasse as bases políticas vigentes de seu tempo, mas que não encontrasse limites ás críticas necessárias e pungentes dentro dos círculos políticos aos quais pertenceram. Da crítica ao reformismo político em prol da defesa de um processo revolucionário necessário (ainda que com projetos políticos distintos) – pensar o percurso dessas duas mulheres na história das revoluções contemporâneas é entender as estruturas políticas que alicerçam o que defendemos e aonde queremos chegar. Entender as similitudes e diferenças a volta da crítica de Rosa Luxemburg no início de 1918 a política dos bolcheviques, o juízo de Arendt em torno do julgamento de Eichmann e a análise de ambas sobre o caso Dreyfus – é perceber que a defesa de novos começos, ainda que em um rápido olhar pareça apontar para uma mesma direção ligeiramente denuncia um abismo ideológico ineliminável que é preciso ser enfrentado.

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Historiæ, ISSN 1519-8502, E-ISSN 2238-5541, Rio Grande/RS, Brasil


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