Ciclone extratropical de outubro de 2016: processos atmosféricos de formação e impactos no extremo sul do Brasil

Bruna Cavalcanti Gautério, Éder Leandro Bayer Maier, Ulisses Rocha de Oliveira

Resumo


O trabalho analisou o ciclone extratropical no extremo sul do Brasil ocorrido entre os dias 24/10/2016 e 29/10/2016 abordando os processos de formação. A escolha deste evento se deu devido aos impactos gerados pelo mesmo. Esses eventos extremos ocorrem em intervalos de períodos regulares, seguindo um padrão espacial das condições atmosféricas. Sendo assim, investigar e compreender os padrões temporais e espaciais das condições atmosféricas torna-se fundamental para realizar uma previsão do estado momentâneo da atmosfera em determinado local. As análises abrangeram duas escalas espaciais, uma continental (América do Sul) e outra regional (extremo sul do Brasil). A evolução do sistema frontal foi identificada na banda 4 do satélite GOES. Já os dados meteorológicos do INMET possibilitaram as análises dos impactos do ciclone na precipitação e no vento. Os resultados mostraram a formação do sistema frontal no nordeste argentino, o estabelecimento do vórtice ciclônico em médias latitudes e a dissipação, de ambos, no Oceano Atlântico. A frente fria associada ao evento extremo foi responsável por causar danos materiais à população e deixar os mesmos sem energia elétrica. Os ventos atingiram ≅ 40 km/h com rajadas de até 108 km/h. Essa intensidade do vento causou uma maré meteorológica na costa gaúcha danificando moradias.


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Rev. CaderNAU - Cadernos do Núcleo de Análises Urbanas. E-ISSN 2525-7994, ISSN 1982-2642 Rio Grande, Brasil.