Cartografia Histórica: A Cidade do Rio Grande - RS

Autores

  • maria cristina chaves pires Universidade Federal do Rio Grande - FURG
  • Italo Seilhes Universidade Federal do Rio Grande - FURG
  • Eder Maier Universidade Federal do Rio Grande

Resumo

Os mapas históricos preservam informações geográficas sobre a ocupação humana, a expansão urbana e as transformações ambientais ao longo da história. Nesta perspectiva, efetuou-se a coleta, catalogação, descrição e interpretação de mapas da área urbana da cidade do Rio Grande, entre 1737 até o 2017, a fim de investigar a sua expansão sobre o pontal arenoso, com ênfase nas transformações ambientais. A gênese da cidade foi sua localização, e teve como funções as atividades portuária/militar, comercial e industrial. Os registros cartográficos mostram que a expansão urbana ocorreu primeiro nas áreas de menor resistência e mais salubres, estendendo-se de leste para oeste, entre as dunas e as marismas no período de implantação do povoamento. Já a partir do século XIX com a intensificação das atividades portuárias houve um crescimento urbano acentuado que propiciou profundas transformações no sítio do pontal, com a supressão de áreas de marismas, campos de dunas e lagoas.   O assentamento urbano da Cidade do Rio Grande foi marcado pelas adversidades do terreno que limitavam seu crescimento, a partir da necessidade de urbanização as condições naturais do pontal foram transformadas, fazendo com que o sítio urbano crescesse para dentro da Lagoa dos Patos e do Saco da Mangueira.

Palavras-chave: mapa; registro histórico; expansão urbana.

Biografia do Autor

maria cristina chaves pires, Universidade Federal do Rio Grande - FURG

Mestranda em Geografia na Universidade Federal do Rio Grande - FURG

Italo Seilhes, Universidade Federal do Rio Grande - FURG

Graduando em Geografia Bacharelado

Eder Maier, Universidade Federal do Rio Grande

Professor de Geografia do Instituto de Ciências Humanas e da Informação - ICHI/FURG

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Publicado

2019-01-31

Edição

Seção

Textos apresentados na XXV Semana Acadêmica de Geografia e V Semana Integrada do Programa de Pós-Graduação em Geografia