Caracterização das ocupações em áreas de preservação permanente às margens do ribeirão anicuns e do córrego botafogo na cidade de Goiânia

Karla Emmanuela Ribeiro Hora, Janinne Pacelli Ribeiro, Victor Tomaz Oliveira, Paulo Henrique Gonçalves Marques

Resumo


 As áreas de preservação permanente (APP) são de relevância inquestionável na proteção dos recursos hídricos, evitando assoreamento, erosões, contaminações e uma série de eventuais complicações ambientais. Entretanto, as ocupações irregulares em APPs se tornaram comuns diante do processo de urbanização das cidades brasileiras. A ausência de uma política urbana de acesso a moradia associada a especulação imobiliária tem levado ao comprometimento das áreas com restrição ambiental. Esta realidade é vivenciada em Goiânia. Apesar de planejada, o crescimento urbano do município não foi acompanhado de uma política de controle de uso do solo. O resultado, dentre outros, é a ocupação das áreas ambientais. Diante disto, este artigo analisa as APPs de dois mananciais de grande representatividade para o município, o Ribeirão Anicuns e o Córrego Botáfogo, os quais drenam boa parte do território da capital e onde se encontra parcela significativa da população, apresentando os conflitos normativos. A metodologia adotada baseou-se na análise do uso do solo por meio de imagens de satélite dos anos 2006, 2012 e 2016, visando identificar as mudanças ao longo de uma década. As conclusões apontam para uma falta de gestão do poder público quanto à questão de ocupações irregulares e o crescimento das mesmas ao longo das APPs.

Palavras-chave: Área de Preservação Permanente, Ocupações Urbanas, Uso do Solo. 


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Rev. CaderNAU - Cadernos do Núcleo de Análises Urbanas. E-ISSN 2525-7994, ISSN 1982-2642 Rio Grande, Brasil.