Escavações arqueológicas na igreja Nossa Senhora da Conceição, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil

Pedro Augusto Mentz Ribeiro, Marlon Borges Pestana, Rodrigo Germano Fonseca, Tatiana Farias Weska

Resumo


O projeto teve como objetivo completar, através da cultura material, lacunas da história da igreja Nossa Senhora da Conceição (1874) e da região onde está inserida. Foram realizados cortes experimentais na parte externa (fundos) e interna do templo (altar e nave central). O perfil estratigráfico do pátio apresentou cinco camadas, alcançando 1,90m de profundidade, já o interno revelou três camadas e a profundidade de 1,20m. Escavações foram realizadas ao redor de uma estrutura (poço) encontrada na nave lateral esquerda, junto ao altar, 0,60cm abaixo do piso atual. O poço mede 2,25m de diâmetro interno, 0,33m de espessura (comprimento dos tijolos) e 0,02m de reboco. Material resgatado: cerâmica (vasilhas das tradições Tupiguarani, Vieira e Neobrasileira e cachimbo da Neobrasileira); cerâmica colonial e colonial vidrada; louça (faiança, faiança fina, ironstone, salt-glazed, etc.); vidro (garrafas, taças, toucador, frascos de remédio, etc.); metal (lâmina de machado, colher, armadilha para animais, tesouras, chaves, cravos, pregos, panelas fragmentadas, moedas portuguesas e do Brasil Império etc.); osso (botões, cabos e restos de alimentação); lítico: material (afiador de faca, lousas, ponteiras, etc.); matériaprima (ardósia, quartzo leitoso, granito, arenito etc.). O material arqueológico foi classificado, restaurado, analisado, fotografado, desenhado, foram confeccionadas tabelas e o material foi acondicionado conforme método Mentz Ribeiro (2004); em gabinete, realizaram-se estudos comparativos, a arte final e redação do presente artigo científico para publicação. Entre os resultados preliminares, concluímos que o poço pertencia a uma residência situada ao oeste, provavelmente junto à rua, ou seria um dos dez que abasteciam a cidade por volta de 1860. Com o início da construção da igreja (1872), o mesmo teria sido aterrado. Não foram encontrados vestígios do forte Jesus-Maria-José, de 1737, descartando uma tradição oral de que a igreja teria sido construída sobre aquela construção militar, marco da colonização portuguesa NO Rio Grande do Sul.

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