Indução de desova com fertilização natural e artificial e incubação de ovos do robalo-peva (Centropomus parallelus)

Vinicius Ronzani Cerqueira, Roberto Mioso, Michele Canarin

Resumo


Reprodutores selvagens do robalo-peva, Centropomus parallelus, foram induzidos a reproduzir em laboratório. Este estudo testou um protocolo de indução de desova com uso de Gonadotrofina Coriônica humana (GCh) e de incubação com diferentes densidades de ovos. Doses de 500 e 1100 UI de GCh/Kg foram aplicadas em machos e fêmeas, respectivamente. Os peixes foram mantidos em tanques de 160L, com dois machos para cada fêmea. A temperatura foi de 23,9-27,3ºe a salinidade em torno de 35. De 19 induções realizadas, 7 desovas foram naturais e 12 com extrusão e fertilização artificial. As desovas mais produtivas ocorreram após um período de latência de 32-36h (816-972 horas-grau) pós-indução. a fecundidade relativa média foi de 373.000 ovos/Kg. Larvas viáveis foram obtidas em 43% das induções com desova natural, e em 58% quando houve fertilização artificial. Na incubação, foram estocados de 553 a 1705 ovos/L, em nove incubadoras de 37L, imersas num tanque de 2000L, com renovação de água constante e aeração. Após 19 horas, 305 a 805 larvas/L eclodiram em cada incubadora. Não existiu correlação entre o número de ovos estocados e o de larvas eclodidas (P>0,05). A taxa de eclosão média foi de 52%.

Palavras-chave


Robalo-peva, reprodução, gonadotrofina, desova, incubação, fat snook, reproduction, gonadotropin, spawning, incubation

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5088/atlântica.v27i1.2204

ATLÂNTICA (RIO GRANDE), ISSN eletrônico: 2236-7586 / ISSN impresso: 0102-1656, Rio Grande/RS, Brasil