Exportação e retenção de Decápodes Planctônicos (Crustácea) no estuário do Rio Macaé (RJ) (22º22’s-041º46’w)

Eduardo Vianna de Almeida, Sérgio Luiz da Costa Bonecker, Lohengrin Dias de Almeida Fernandes

Resumo


Crustáceos decápodes estuarinos ou de água doce que têm desenvolvimento larval e que fazem desova nas proximidades de estuários, apresentam estratégias para evitar os estresses ambientais característicos destas regiões. Dentre as principais estratégias estão a retenção e a exportação larval. O presente estudo objetivou caracterizar variações espaço-temporais dos decápodes planctônicos no estuário do rio Macaé (RJ) e detectar táxons que apresentem exportação ou retenção larval. Amostras foram obtidas em julho de 2001 e fevereiro de 2002, durante seis ciclos consecutivos de maré. Arrastos horizontais (a 0,5 e 1,5 m de profundidade) foram feitos simultaneamente. Foram testados estatisticamente os efeitos de hora do dia, condição de maré, ponto e profundidade de coleta na distribuição dos decápodes. Vinte e quatro táxons foram identificados, desde larvas até adultos holoplanctônicos. Condição de maré e a hora do dia foram os fatores ambientais de maior relevância na distribuição dos decápodes. No presente estudo foram detectadas três tendências de distribuição larval: I. Larvas associadas com mares vazantes noturnas (exportação larval); II. Larvas associadas com marés enchentes (retenção larval) e III. Megalopas, decapoditos e juvenis associados a marés enchentes noturnas e à rede de 1,5 m de profundidade (retorno ao estuário).

Palavras-chave


Decapoda;Exportação larval; Sudeste do Brasil

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DOI: https://doi.org/10.5088/atl.2013.35.1.23

ATLÂNTICA (RIO GRANDE), ISSN eletrônico: 2236-7586 / ISSN impresso: 0102-1656, Rio Grande/RS, Brasil